Segundo módulo do curso de difusão “Comunicação e Trabalho”

Claudia Rebechi com os alunos na parte da manhã

Julio Arantes, iniciando as aulas do período da tarde

Rafael Grohmann com a turma do curso, já no final da tarde.

No dia 18/10, ocorreu o segundo encontro do novo curso do CPCT com as aulas dos pesquisadores Claudia Nociolini Rebechi, Julio Arantes e Rafael Grohmann.

Pela manhã, Claudia inaugurou o segundo módulo do curso, cujo tema é “As diferenças entre a comunicação das organizações e a comunicação no mundo do trabalho”. Com o propósito de tratar sobre as prescrições de comunicação e a racionalização do trabalho – tema de sua pesquisa de doutorado – a professora apresentou os seguintes pontos: pressupostos que fundamentam o entendimento de comunicação nas relações de trabalho em organizações; o conceito de gestão do trabalho, a partir da abordagem ergológica, e a gestão da comunicação dentro dessa ótica; os diferentes significados de prescrição no trabalho e a ideia de prescrição de comunicação no trabalho e, por fim, falou sobre formas de racionalização do trabalho e como a comunicação manifesta-se nestes diferentes contextos.

O período da tarde contou, primeiramente, com a aula do doutorando Julio, tratando sobre a comunicação no mundo do trabalho na perspectiva de quem trabalha. Na ocasião, ele apresentou aspectos teóricos e dados da pesquisa de campo que embasam o seu estudo de doutorado em andamento. Julio desenvolve uma pesquisa sobre as relações de comunicação existentes em ambientes de fábricas recuperadas por trabalhadores.

O final do segundo módulo ficou sob a responsabilidade de Rafael Grohmann, cuja aula destacou a inter-relação entre comunicação, trabalho e classes sociais. Dentro de uma perspectiva que procura trazer a lume uma discussão sobre a mobilização do entendimento de classe social no campo da Comunicação, o doutorando apresentou aos alunos do curso determinados conceitos, como o de “midiatização” e de “trabalho”, que embasam a sua tese, em desenvolvimento no PPGCOM da ECA-USP.

No próximo sábado, dia 25/10, haverá o terceiro encontro do curso. As futuras aulas focalizarão outras pesquisas sobre comunicação no mundo do trabalho realizadas pelos membros do CPCT, sob a orientação da profa. Dra. Roseli Figaro. Tendo isso em vista, participarão Claudia Nonato, Luciana Félix, Rafael Grohmann e Sérgio Picciarelli Junior, apresentando suas pesquisas de mestrado. Ao final, a professora Claudia Nonato também tratará sobre a sua tese de doutorado em andamento.

Primeiro dia do novo curso do CPCT

Primeiro dia do novo curso do CPCT na ECA-USP

No sábado, dia 11/10, iniciou-se o curso de difusão “Comunicação e Trabalho: racionalidades, tecnicidades e contradições” promovido pelo Centro de Pesquisa em Comunicação e Trabalho da ECA-USP.

O primeiro dia de aula foi ministrado pela Profa. Dra. Roseli Figaro, coordenadora do CPCT. Na ocasião, a professora tratou sobre os principais fundamentos teóricos que embasam os estudos do binômio comunicação e trabalho e apresentou um panorama das pesquisas realizadas pelos membros do CPCT.

O grupo de inscritos, cujo perfil é formado por profissionais, alunos de graduação e de pós-graduação, atendeu plenamente as expectativas da comissão organizadora e dos ministrantes do curso.

O segundo dia de aula ocorrerá no próximo sábado e tratará sobre os seguintes temas: prescrições de comunicação e racionalização do trabalho (Profa. Dra. Claudia Nociolini Rebechi); comunicação no mundo do trabalho na perspectiva de quem trabalha (doutorando Júlio Arantes) e comunicação, trabalho e classes sociais (doutorando Rafael Grohmann).

Curso de difusão em Comunicação e Trabalho

A comunicação no mundo do trabalho: racionalidades, tecnicidades e contradições

Realização:

Centro de Pesquisa em Comunicação e Trabalho (CPCT) da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo (USP).

Departamento de Comunicações e Artes (CCA) da ECA-USP.

Coordenação: Roseli Figaro – professora livre-docente do Departamento de Comunicações e Artes da ECA-USP e coordenadora do CPCT.

Público-alvo: profissionais e estudantes de graduação e de pós-graduação.

Datas: 11, 18, 25 de outubro e 01* de novembro de 2014.

Horário: das 9h Às 17h

* Apenas período da manhã (9h às 13h)

Local: Departamento de Comunicações e Artes (CCA) da ECA-USP.

Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 443, 2◦ Andar, Cidade Universitária – São Paulo/SP

Carga horária: 28 horas – quatro módulos de ensino.

Número de vagas oferecidas: 80.

Inscrições gratuitas:

período de 15/09/2014 a 05/10/2014, pelo e-mail: comunicacaoetrabalho@gmail.com

No ato de inscrição, deve-se declarar: nome completo, CPF, RG, escolaridade, profissão; anexar cópia de ambos os documentos e responder à questão: por que quero fazer este curso?

Seleção das inscrições: as vagas serão preenchidas mediante a ordem de inscrição, análise do currículo e da intenção de participar do curso.

Critérios de aprovação: diante do cumprimento da exigência de frequência mínima de 85% nas atividades propostas ao longo dos 4 encontros, o aluno será considerado APROVADO, e receberá o certificado de conclusão do curso.

Sobre o curso

Introdução

Comunicação é uma palavra-chave no mundo do trabalho. A partir dos anos de 1980, devido à introdução das inovações tecnológicas de informação, da telemática e da reorganização dos processos produtivos, sua presença tornou-se ainda mais marcante. A reestruturação do mundo do trabalho fundamenta-se na comunicação, persuasão/cooptação por meio do aparato ideológico-discursivo em que se baseiam os pilares da polivalência, flexibilidade, qualidade e inovação da produção. As expressões: qualidade, criatividade, imaterialidade são mobilizadas como palavras mágicas que almejam o status de categoria teórica explicativa desse nosso tempo. Dessa forma, as inovações encetadas pelos processos comunicacionais entraram na dinâmica da reprodução necessária ao capital. Elas estão conformadas pelos tempos e espaços das lógicas do processo de trabalho: da produção, circulação e recepção de bens e serviços. As redes telemáticas, as linhas de montagem e as redes sociais têm em comum todas as contradições do globalismo expansionista capitalista.

Para estudar os aspectos destacados, propomos a configuração de uma linha de pesquisa orientada pela inter-relação entre comunicação e trabalho. Essa abordagem conceitua as relações de comunicação no mundo do trabalho e problematiza as convergências, as divergências e os conflitos no mundo do trabalho.

Objetivos

1. Apresentar e discutir a fundamentação teórico-metodológica do binômio comunicação e trabalho, desde a perspectiva marxiana em aproximação à abordagem da Ergologia;

2. Discutir as relações do binômio comunicação e trabalho com outras áreas de conhecimento como a Sociologia do Trabalho, os Estudos da linguagem, os Estudos de recepção e a Educação;

3. Discutir o conceito de classes sociais e seus usos nos estudos da comunicação, bem como sua apropriação pelo binômio comunicação e trabalho;

4. Analisar as similaridades e contradições entre os princípios e os métodos de racionalização do trabalho (taylorismo/fordismo; toyotismo) e as prescrições de comunicação nas organizações;

5. Problematizar e discutir a comunicação no mundo do trabalho, na perspectiva de quem trabalha;

6. Apresentar e discutir casos e pesquisas sobre comunicação no mundo do trabalho;

7. Apresentar e discutir o mundo do trabalho dos comunicadores, as relações de trabalho no contexto das novas mídias e seus desafios em busca de liberdade de expressão.

Conteúdo programático

1. Conceito de comunicação;
2. Conceito de trabalho;
3. Binômio comunicação e trabalho;
4. Os estudos do campo da Comunicação e o conceito de classes sociais nas pesquisas de comunicação e trabalho;
5.  Os princípios e métodos da racionalização do trabalho e as prescrições de comunicação nas organizações;
6.  As diferenças entre a comunicação das organizações e a comunicação no mundo do trabalho;
7.  Os laços de sociabilidade evidenciados nas relações de comunicação e trabalho;
8.  O mundo do trabalho dos comunicadores: jornalistas, gráficos, editores;
9.  Os comunicadores em busca de novos horizontes de trabalho e de liberdade de expressão.

Módulos de ensino

1.Módulo

11/10 Introdução à abordagem do binômio comunicação e trabalho Responsável
Manhã Apresentação do curso, dos participantes, panorama das pesquisas coletivas e individuais do CPCT. Roseli Figaro
Intervalo (15min)
Manhã Conceitos introdutórios sobre comunicação e sobre trabalho. Roseli Figaro
Almoço (1h30min)
Tarde Abordagens interdisciplinares para pensar a comunicação no mundo do trabalho e o binômio comunicação e trabalho; propostas metodológicas para o desenvolvimento de pesquisas no tema. Roseli Figaro
2.Módulo

18/10

As diferenças entre a comunicação das organizações e a comunicação no mundo do trabalho. Responsável
Manhã Racionalização do trabalho e prescrições de comunicação Claudia Rebechi
Almoço (1h30min)
Tarde Comunicação no mundo do trabalho na perspectiva de quem trabalha Julio Arantes
Tarde Comunicação, trabalho e classes sociais Rafael Grohmann

3. Módulo

25/10 Pesquisas de comunicação no mundo do trabalho Responsável
Manhã As relações de comunicação no processo de produção Sérgio Picciarelli Junior
Intervalo (15min)
Manhã O mundo do trabalho do editor de livros Luciana Félix
Almoço (1h30min)
Tarde As mudanças no mundo do trabalho dos jornalistas de São Paulo Claudia Nonato e Rafael Grohmann
Tarde Os jornalistas em busca de alternativas de trabalho e liberdade de expressão. Claudia Nonato
4. Módulo

01/11

Manhã

Oficina de propostas de estudos sobre comunicação e trabalho Pesquisadores do CPCT

Metodologia

1. Aulas expositivas e debates de conteúdos temáticos;

2. Apresentação e discussão de pesquisas na perspectiva conceitual da atividade de comunicação e trabalho;

3. Oficina de propostas de estudos sobre comunicação e trabalho.

Ministrantes:

Claudia Nociolini Rebechi

Doutora e mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP). Realizou estágio de pesquisa doutoral (doutorado-sanduíche) no Centre des Recherches Sociologiques et Politiques de Paris (CRESPPA-CNRS), na França, de julho de 2012 a agosto de 2013. Graduada em Comunicação Social – habilitação em Relações Públicas – pela UNESP e especialista pelo Curso de Pós-Graduação Lato Sensu de Gestão Estratégica em Comunicação Organizacional e Relações Públicas (Gestcorp), do Departamento de Relações Públicas, Propaganda e Turismo da Escola de Comunicações e Artes da USP. É pesquisadora do Centro de Pesquisa em Comunicação e Trabalho (CPCT) da ECA-USP e tem experiência na área de Comunicação, focalizando especialmente nos seguintes temas: Comunicação e Trabalho; Comunicação em Organizações; Relações Públicas; Prescrições de Comunicação; Racionalização do Trabalho; Organização e Gestão do Trabalho.

E-mail: nociolini@hotmail.com.

Lattes: http://lattes.cnpq.br/2706095230666349

Claudia Nonato

Doutoranda em Ciências da Comunicação pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo e Editora Executiva da revista Comunicação & Educação, na mesma instituição. É integrante do Centro de Pesquisa em Comunicação e Trabalho (CPCT-ECA/USP) e desenvolve pesquisa sobre as mudanças no modo de produção e no discurso dos jornalistas. Possui graduação em Comunicação Social (Habilitação Jornalismo) pela Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero (1990), especialização em Gestão da Comunicação (1999) e Mestrado em Ciências da Comunicação (2010) pela Universidade de São Paulo. Possui experiência como repórter da área de cultura e em assessoria de comunicação. Áreas de interesse: jornalismo, mundo do trabalho, censura, liberdade de expressão.

Email: claudia.nonato@uol.com.br.

Lattes: http://lattes.cnpq.br/4975622041237653

Julio Arantes

Doutorando em Ciências da Comunicação e pesquisador do Centro de Pesquisa em Comunicação e Trabalho (CPCT – CNPq), pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP). Desenvolve pesquisa sobre comunicação em experiências produtivas autogestionadas, com ênfase em teoria e pesquisa em comunicação, linguagem, trabalho e análise do discurso. Mestre em Linguística, com ênfase em Análise de Discurso, pelo Programa de Pós-Graduação em Letras e Linguística da Universidade Federal de Alagoas. Participou como pesquisador do Grupo de Estudos do Discurso e Ontologia (PPGLL/CEDU-UFAL) e do Grupo de Comunicação Multimídia (Comulti – CNPq), onde integrou o Grupo de Crítica à Economia Política da Comunicação (Cepcom). Especialista em Processos Midiáticos e Novas Formas de Sociabilidade pela Universidade Federal de Alagoas (2008), atuando também como jornalista na TV Educativa de Alagoas de 2004 a 2011, nas áreas de produção, direção, edição e produção executiva em produção de programas de cultura e de produção e edição em telejornalismo.

E-mail: julio.arantes@usp.br

Lattes: http://lattes.cnpq.br/3909030475306836

Luciana Félix

Mestranda em Ciências da Comunicação pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP) e integrante do Centro de Pesquisa em Comunicação e Trabalho – CPCT, na mesma instituição. Especialista em Gestão de Processos Comunicacionais pela ECA/USP (2006). Graduada em Comunicação Social – Jornalismo pela Universidade Bandeirante de São Paulo (2002). Editora, com 14 anos de experiência na área de comunicação, sendo dez deles com ênfase edição de livros.

E-mail: luzfelix@uol.com.br.

Lattes: http://lattes.cnpq.br/2281449075489582

Rafael Grohmann

Doutorando e mestre em Ciências da Comunicação da Universidade de São Paulo (USP). Professor dos cursos de graduação em Comunicação Social da FMU-FIAM-FAAM. Experiência docente na Universidade de Taubate (UNITAU – 2011/2012). Pesquisador do Centro de Pesquisas em Comunicação e Trabalho (CPCT – ECA/USP – CNPq). Possui graduação (Bacharelado/Licenciatura) em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Juiz de Fora – UFJF (2009). Tem experiência na área de Comunicação, com ênfase em Teoria da Comunicação, atuando principalmente nos seguintes temas: estudos de recepção, teoria da comunicação, análise do discurso, comunicação e trabalho, trabalho dos jornalistas.

E-mail: rafael-ng@uol.com.br.

Lattes: http://lattes.cnpq.br/2230678527273233

Roseli Figaro

Professora Livre-docente do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Universidade de São Paulo. Possui pós-doutorado pela Universidade de Provence, França (2007), doutorado(1999) e mestrado (1993) em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo; e graduação em Jornalismo pela Faculdade de Comunicação Social Casper Líbero (1981). É coordenadora do Centro de Pesquisa em Comunicação e Trabalho; pesquisadora do Núcleo de Pesquisa da USP Comunicação e Censura e do Grupo de Pesquisa do Arquivo Miroel Silveira. Chefe do Departamento de Comunicações e Artes da ECA-USP, vice coordenadora da Licenciatura em Educomunicação, e diretora editorial, com o Dr. Adílson Citelli, da Revista Comunicação & Educação. Tem experiência na área de Comunicação, com ênfase em Linguagem Verbal e Teorias da Comunicação, atuando principalmente nos seguintes temas: comunicação e mundo do trabalho, gestão da comunicação e comunicação/educação. Desenvolve pesquisa sobre a comunicação no mundo do trabalho; comunicação e censura no mundo do trabalho; comunicação, sociabilidade e censura à cultura popular.

E-mail: figaro@uol.com.br.

Lattes: http://lattes.cnpq.br/8523048386991279

Sérgio Picciarelli Junior

Possui Bacharelado e Licenciatura em Comunicação Social pela Fundação Armando Álvares Penteado, Especialização em Gestão de Processos Comunicacionais pela Universidade de São Paulo, Mestrado em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo e atua há 23 anos na Editora Abril como Gerente da área de Desenvolvimento de Novos Produtos. Tem experiência na área editorial, comercial, publicitária e de produção gráfica com ênfase no desenvolvimento e viabilização de projetos diferenciados criados pelas agências de publicidade e redações.

E-mail: jrsergio@hotmail.com

Lattes: CV: http://lattes.cnpq.br/6869273258055314

Comissão organizadora

Alexandre Suenaga

Mestrando do curso de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Universidade de São Paulo (USP) e pesquisador do Centro de Pesquisa em Comunicação e Trabalho (CPCT). Possui graduação em Comunicação Social: Habilitação em Relações Públicas pela Escola de Comunicações e Artes da USP. Já atuou como docente em idiomas e comunicação e possuí interesse na área acadêmica e de pesquisa, principalmente na interseção Comunicação, Trabalho e Educação.

E-mail: alexandresuenaga@hotmail.com.

Lattes: http://lattes.cnpq.br/3284975029707487

Olívia Bulla

Mestranda em Ciências da Comunicação na Universidade de São Paulo (USP) desde 2013, na área de Teoria e Pesquisa em Comunicação, sob a orientação da Profa. Dra Roseli Fígaro. É pesquisadora do Centro de Pesquisa em Comunicação e Trabalho (CPCT) e estuda o tema do trabalho jornalístico e os números como argumento de construção da objetividade. Possui especialização em Jornalismo Econômico pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2006) e graduação em Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (2004). Tem experiência profissional na cobertura de notícias, em tempo real, sobre macroeconomia e mercado financeiro nacional e internacional. É fluente em inglês, espanhol e possui conhecimento intermediário em mandarim.

E-mail: oliviabulla@gmail.com.

Lattes: http://lattes.cnpq.br/1338173470554964

Bibliografia de referência

Livros

ANTUNES, Ricardo. Os sentidos do trabalho: ensaio sobre a afirmação e a negação do trabalho.6.ed. São Paulo: Boitempo, 2002.

ANTUNES, Ricardo; BRAGA, Ruy. Infoproletários. Degradação real do trabalho virtual. São Paulo: Boitempo, 2009.

BOLTANSKI, Luc; CHIAPELLO, Ève. O Novo Espírito do Capitalismo. São Paulo: Martins Fontes, 2009.

BOUTET, Josiane. La vie verbale au travail. Des manufactures aux centres d’appels. Toulouse: Éditions Octarès, 2008.

BRAVERMAN, Harry. Trabalho e capital monopolista. Rio de Janeiro: Zahar, 1987.

DESMAREZ, Pierre. La sociologie industrielle aux États-Unis. Paris: Armand Colin, 1986.

DOWNING, John D. H. Mídia Radical. Rebeldia nas comunicação e movimentos sociais. São Paulo: Editora Senac São Paulo, 2004.

EAGLETON, Terry. Marx estava certo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2012.

FIGARO, Roseli. Perfil sociocultural dos comunicadores: conhecendo quem produz a informação publicitária. In: CASAQUI; LIMA e RIGUEL. Trabalho em publicidade e propaganda: História, Formação Profissional, Comunicação e Imaginário. São Paulo: Atlas, 2011.

FIGARO, Roseli (org.) NONATO,Cláudia. e GROHMANN, Rafael. As mudanças no mundo do trabalho do jornalista. São Paulo: Atlas/Salta, 2013.

FLORIS, Bernard. La communication managériale. La modernisation symbolique des entreprises. Grenoble: Press Universitaires de Grenoble, 1996.

GRAMSCI, Antonio. Americanismo e fordismo. São Paulo: Hedra, 2008.

HOGGART, Richard. As Utilizações da Cultura: aspectos da vida cultural da classe trabalhadora – vol. I. Lisboa: Ed. Presença, 1973.

LIMA, Venício A. de. Liberdade de Expressão x Liberdade de imprensa: direito à  comunicação e democracia. São Paulo: Publisher Brasil, 2012.

LINHART, Danièle. A desmedida do capital. São Paulo: Boitempo, 2007.

MORAES, Denis de; RAMONET, Ignacio; SERRRANO, Pascual. Mídia, Poder e Contrapoder: da concentração monopólica à democratização da informação. São Paulo: Boitempo; Rio de Janeiro: FAPERJ, 2013.

OLIVESI, Stéphane. La communication au travail. Une critique des nouvelles formes de pouvoir dans les entreprises. 2. ed. Grenoble: Press Universitaires de Grenoble, 2006.

PINTO, Geraldo Augusto. A organização do trabalho no século 20: taylorismo, fordismo e toyotismo. São Paulo: Expressão Popular, 2010.

POCHMANN, Márcio. O Mito da Grande Classe Média: capitalismo e estrutura social. São Paulo: Boitempo, 2014.

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THOMPSON, Edward Palmer. A Formação da Classe Operária Inglesa. Vol I. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.

TRAGTENBERG, Maurício. Burocracia e ideologia. São Paulo: Editora Ática, 1980.

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Artigos

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GROHMANN, Rafael. O Trabalho do Jornalista como Sintoma da Lógica dos Conglomerados. Revista Alterjor. V. 02, n. 08, jul/dez. 2013, p. 1-15.

LIMA, Cláudia C. N. Do impresso aos blogs: a busca de jornalistas pela liberdade de expressão em novos métodos e processos produtivos. In STRELOW, Aline.; FILHA, Elza de O.; PENA, Felipe; ASSIS, Francisco de.; COUTINHO, Iluska (orgs.). Jornalismo: História, Teorias, Gêneros e Práticas São Paulo: INTERCOM, 2012 (E-book Coleção GP’S : grupos de pesquisa; vol. 4), pág. 335.

MURDOCK, Graham. Comunicação Contemporânea e Questões de Classe. Matrizes. Ano 2, n. 2, p. 31-56, 2009.

REBECHI, Claudia Nociolini; FIGARO, Roseli. A comunicação no mundo do trabalho e a comunicação da organização: duas dimensões distintas. ANIMUS: Revista Interamericana de Comunicação Midiática, São Paulo, v. 12, n. 24, p. 1-23, 2013. Disponível em: http://cascavel.ufsm.br/revistas/ojs-2.2.2/index.php/animus .

Teses e dissertações

GROHMANN, Rafael. Os Discursos dos Jornalistas Freelancers Sobre o Trabalho: comunicação, mediações e recepção. Dissertação (Mestrado em Ciências da Comunicação) – Escola de Comunicações e Artes, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2012.

LIMA, Claudia do Carmo Nonato. Comunicação e mundo do trabalho do jornalista: o perfil dos jornalistas de São Paulo a partir da reconfiguração dos processos produtivos da informação. Dissertação (Mestrado em Teoria e Pesquisa em Comunicação) – Escola de Comunicações e Artes, Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil, 2010.

REBECHI, Claudia Nociolini. Comunicação nas relações de trabalho: análise crítica de vozes da comunicação organizacional no Brasil. 2009. 145 f. Dissertação (Mestrado em Ciências da Comunicação) – Escola de Comunicações e Artes, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2009.

REBECHI, Claudia Nociolini. Prescrições de comunicação e racionalização do trabalho: os ditames de relações públicas em diálogo com o discurso do IDORT (anos 1930-1960). 2014, 351 f. Tese [Doutorado em Comunicação]. Escola de Comunicações e Artes – Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil, 2014.

Pesquisadores do CPCT apresentam pesquisas no XXXVII Intercom

O Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, realizado anualmente pela Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom) acontecerá entre os dias 1 a 6 de setembro, no Campus da Universidade de Integração Latino-Americana (UNILA), no Parque Tecnológico de Itaipu (PTI), e também no Campus do Centro Universitário Dinâmica das Cataratas (UDC), todos localizados na cidade de Foz do Iguaçu (PR). O tema central de 2014 será “Comunicação Guerra & Paz” e contará com a presença de pesquisadores do Centro de Pesquisa em Comunicação e Trabalho.

Conheça os trabalhos que serão apresentados, todos no no Campus do Centro Universitário Dinâmica das Cataratas (UDC):

04/09/2014 (quinta-feira)

O Potencial Teórico do Conceito de Midiatização e os Estudos sobre Classes Sociais na Comunicação – Rafael do Nascimento Grohmann (CPCT- ECA/USP) e Rosana Mauro(ECA/USP)

05/09/2014 (sexta-feira)

A autocensura como aspecto da prática no mundo do trabalho dos jornalistas – Cláudia Nonato e Roseli Fígaro (CPCT-ECA/USP)

Livros demais, editores de menos – Luciana Felix Macedo (CPCT-ECA/USP)

O uso dos números no Jornalismo: racionalidades do discurso através das relações de comunicação no mundo do trabalho – Olivia Bulla (CPCT-ECA/USP)

A comunicação como processo de interação verbal e produção de sentidos – Roseli Figaro (CPCT-ECA/USP)

CPCT Forma a Primeira Doutora

A defesa de doutorado da pesquisadora Claudia Nociolini Rebechi (PPGCOM-ECA/USP) aconteceu dia 30 de abril em São Paulo.Claudia é a primeira integrante do CPCT a receber o título de doutora, sob orientação da coordenadora do Centro, a Profa. Dra. Roseli Fígaro. A tese, intitulada Prescrições de comunicação e racionalização do trabalho: os ditames de relações públicas em diálogo com o discurso do IDORT (anos 1930/1960), trata das prescrições de comunicação no contexto organizacional em diálogo com os princípios da racionalização do trabalho difundidos na primeira metade do século XX. Claudia fez estágio de pesquisa doutoral (doutorado sanduíche) no Centre des Recherhes Sociologiques et Politiques de Paris (CRESPPA-CNRS) e foi aprovada com distinção e louvor por uma banca formada apenas por mulheres: a Profa. Dra. Helena Hirata (CNRS/França);  a Profa. Dra. Liliana Segnini (UNICAMP); a Profa. Dra. Maria Aparecida Baccega (ECA-USP e ESPM) e a Profa. Dra. Margarida Kunsch (ECA-USP). Nossos parabéns à Dra. Claudia!

Pesquisas do CPCT são apresentadas em Portugal

Quatro pesquisadores do Centro de Pesquisa em Comunicação e Trabalho (CPCT) apresentaram trabalhos durante o II Congresso Mundial de Comunicação Ibero-Americana (Confibercom), realizado em Braga (Portugal), entre os dias 13 e 16 de abril de 2014.

Sob o tema “Os desafios da internacionalização”, o Congresso reuniu pesquisadores de diversas partes do mundo.

Conheça os papers apresentados pelos integrantes do CPCT:

14/04/14

Parem as máquinas! Problemas de comunicação no mundo do trabalhoJúlio Arantes Azevedo

A Midiatização das Jornadas de Junho no Brasil: éthé, consumo e redes sociais – Rafael Grohmann

Audiência como Mercadoria na Internet: comunicação, convergência e trabalho – Rafael Grohmann

15/04/14

O campo da comunicação e a atividade linguageira no mundo do trabalhoRoseli Fígaro

Prescrições de comunicação e de relações públicas nas relações de trabalho: um estudo da perspectiva brasileiraClaudia Nociolini Rebechi

Coordenadora do CPCT participa de discussão sobre o espaço da mulher no Jornalismo

O evento aconteceu na sede do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo no final de março.

Fonte: Casa dos Focas

Da esquerda para a direita: Bianca Santana, Rachel Moreno e Roseli Fígaro. Foto: Emílio Coutinho
Da esquerda para a direita: Bianca Santana, Rachel Moreno e Roseli Fígaro. Foto: Emílio Coutinho

No dia 29 de março foi realizado no Auditório Wladimir Herzog, localizado na Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, a oficina “O espaço da mulher no jornalismo”. O evento teve por objetivo avaliar os problemas que as mulheres, sobretudo as jornalistas, enfrentam para se firmar no mercado de trabalho. Além de mostrar a maneira como o gênero feminino de um modo geral é exibido na mídia. O intuito principal da oficina foi provocar os espectadores e dessa forma ajudar a construir uma nova “abordagem”, livrando-se de preconceitos e estereótipos.

O workshop fazia parte das comemorações do Dia Internacional da Mulher (dia 8 de março) e contou com palestrantes: Denise Motta Dau, secretária de Políticas públicas para mulheres no estado de São Paulo; Roseli Fígaro, professora de Comunicação da USP; Rachel Moreno, Psicóloga especialista em Sexualidade Humana, fundadora do Observatório da Mulher; e Bianca Santana, jornalista especialista em educação e cultura digital, professora do curso de Jornalismo da Faculdade Cásper Líbero e idealizadora da Casa de Lua.

A secretária de Políticas públicas para mulheres no estado de São Paulo iniciou o evento falando sobre a posição da mulher na sociedade e o trabalho que começa a ser desenvolvido por sua secretaria, com menos de um ano de existência. Denise relacionou a imagem e preconceito que a mulher-jornalista sofre na profissão e o papel da mulher na sociedade como um todo: “toda discriminação que a mulher vive no mundo do trabalho, como um todo, se reflete no jornalismo”.

Roseli Fígaro, professora de Comunicação da USP. Foto: Emílio Coutinho.
Roseli Fígaro, professora de Comunicação da USP. Foto: Emílio Coutinho.

Já Roseli Fígaro criticou o modelo da Sociedade que nós mesmos criamos, que segundo ela é um “modelo excludente, discriminatório”. A professora destacou também o papel da mulher na mídia, tanto nos telejornais quanto na propaganda que reafirma o estereótipo: “brancas, lindas, jovens, sem filhos”.

Alguns dados da pesquisa da educadora apontaram para uma preocupação do jornalista com o anunciante maior do que com o chefe de redação ou a opinião pública, o que chamou de “valores do consumidor”, o que vende o jornal. Na sua opinião isto ocorre porque o jornalista, tanto o homem quanto a mulher, não tem uma visão crítica da sua rotina de trabalho e sobretudo da importância de seu trabalho para a sociedade.

De positivo apontou o aumento do nível educacional da mulher-jornalista, que busca melhorar suas condições de trabalho fazendo Pós-Graduação e cursos no Sindicato, não se conformando com a situação profissional do jornalismo atual, no qual, apesar de ser composto majoritariamente por mulheres, ainda oferecem para elas baixos salários, condições precárias e na maior parte das vezes sendo subordinadas.

Rachel Moreno,  Psicóloga especialista em Sexualidade Humana, fundadora do Observatório da Mulher. Foto: Emílio Coutinho.
Rachel Moreno, Psicóloga especialista em Sexualidade Humana, fundadora do Observatório da Mulher. Foto: Emílio Coutinho.

Rachel Moreno destacou o valor da mulher, sobretudo a mulher-jornalista e a mulher-professora, que possuem o que chamou de “poder multiplicador”. A psicóloga comentou a propaganda do Governo Estadual sobre o Metrô, vinculada recentemente pela Rádio Transamérica, no qual o personagem afirma que o metrô lotado é “bom para xavecar a mulherada”. Raquel comparou a afirmação com o hábito que os antigos romanos tinham de atirar cristãos na arena com leões para divertir o público.

Outro ponto abordado por Raquel foi sobre os reais problemas enfrentados pela mulher atualmente, tal como a dupla jornada: ser uma boa profissional no trabalho e uma excelente mãe e esposa em casa. “Isso não é abordado pela mídia”, ressalta. Esta mesma mídia, segundo a psicóloga, não serve para democratizar e sim formar a opinião do povo, contrariando o propósito original de “dar voz à população”.

Apontou também que a mídia, seja televisiva, impressa, radiofônica, de modo geral, contribui não apenas para reafirmar o preconceito em relação à mulher, quanto ao seu papel “invisível”. “Invisibilidade da mulher na mídia”. A mulher, de fato, exercendo seu papel, não sendo a mulher dos comerciais de cerveja ou a dona de casa dos comerciais de produtos de limpeza. Apontou também que embora a mulher esteja estudando mais e querendo mais qualificação bate no chamado “teto de vidro”: não consegue galgar altos postos nas empresas, mesmo que seja tão qualificada quanto um homem.

Bianca Santana, jornalista especialista em educação e cultura digital, professora do curso de Jornalismo da Faculdade Cásper Líbero e idealizadora da Casa de Lua. Foto: Emílio Coutinho.
Bianca Santana, jornalista especialista em educação e cultura digital, professora do curso de Jornalismo da Faculdade Cásper Líbero e idealizadora da Casa de Lua. Foto: Emílio Coutinho.

A jornalista Bianca Santana concluiu a palestra, pouco antes de abrir para perguntas, destacando os principais pontos que as colegas trataram durante o evento, falando um pouco mais sobre o preconceito, sobretudo nas grandes empresas jornalísticas.

Bianca disse que apesar de jovem, também sofre o preconceito, pois a consideram “muito jovem para ser professora”, além do fato de “ser negra”. Ela ressaltou também que faltam políticas públicas voltadas para a mulher e incentivou que as jornalistas mulheres presentes procurassem outro modelo, outra forma de fazer jornalismo, fora das grandes empresas, inclusive a Internet. E também adotassem a postura de “guerrilha”, não desistissem de lutar por espaço, salário, qualificações melhores, pois espera que as coisas um dia melhorem.

Ao final do evento, as participantes posaram para uma foto. Foto: Emílio Coutinho.
Ao final do evento, as participantes posaram para uma foto. Foto: Emílio Coutinho.

A proposta cumpriu seu papel e levou os participantes, em sua maioria, mulheres, a uma reflexão do que representa seu papel de jornalista e de que maneira podem ajudar a mudar a forma como vêem e são vistas no jornalismo. No entanto, é apenas um passo para uma real mudança de posição na sociedade, pois segundo as palestrantes pode-se perceber que, embora se fale que a mulher é maioria e que já conquistou seu espaço em todos os setores, “o modelo machista e patriarcal, com o qual a sociedade atual foi construída não mudou”. A mulher continua recebendo menos, trabalhando igual, e sendo dona de casa, cozinhando, lavando, passando, sendo mãe e educadora. Tudo ao mesmo tempo.

Por Gisely de Oliveira, Alessandra Küster e Emílio Coutinho.