Boletim eletrônico do Núcleo José Reis de Divulgação Científica da ECA/USP,
é parte do Projeto
Integrado de Pesquisa em Treinamento de Divulgação Científica - PTDC/CNPq
e vinculado à Associação Brasileira de Divulgação Científica-
ABRADIC São
Paulo, Brasil - Ano 9- nº102 - Outubro de 2009
BLOGOSFERA,
DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA E UM TOQUE
SUTIL Glória
Kreinz
Divulgação
Científica no Século XXI:
Poeta do Orkut - Marcelo Roque - A flor
Grandes
cientistas do videogame Leandro Stein
Lula
lá: no planalto e nas telonas Mariana
Queen Nwabasili
A
útima moda não é de Paris Danilo
Camarão
poderá ajudar a desenvolver DVD's
Carlos
Augusto Soares
O
USO DA IMAGEM NA DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA:
Os Cientistas João Garcia
BLOGOSFERA, DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA
E UM TOQUE SUTIL
Glória
Kreinz
Até
a Wikipedia reconhece, conforme disse em
texto sobre o poema "Verdade"
de Carlos
Drummond de Andrade. O grande problema
da
Blogosfera é o da comunicação
do século 21.Tem que ser única
no que comunica, no meio do burburinho que
se alastra, para não se tornar ruído...Só
assim a intervenção adquire
uma identidade no meio da multidão
de clones. Evita a repetição
que alertava Jean Baudrillard...
Porém
isto é para aqueles que são
autênticos, e a diferença,
mesmo na Blogosfera, se impõe e realça
a diferença,como o poema de Drummond
citado. Mas temos que fazer justiça.
Há outros poemas brilhantes e Marcelo
Roque nos deu um belo exemplo no poema "Espero-te",
quando falou do silêncio de quem espera,
amando...
É
talvez a mais difícil condição
no ato de amar...Declarar e viver o amor
é fácil...Guardá-lo
em seu silêncio torna o momento universal,
digno dos grandes autores que já
falaram do tema. Ainda mais na Blogosfera.
Vale
a pena pensar sobre o poema e compará-lo
com "Verdade”. Representam dois
grandes momentos textuais da comunicação
na Blogosfera. E só precisou de palavras,
poetas, e a magia no lugar "entre"
fulgurando entre as letras...Prova de que
a Blogosfera e o texto escrito convivem
em plenitude quando são bons. Qualquer
toque menos sutil pode atrapalhar...Heidegger
já sabia disso...Nós que atuamos
na divulgação da pluralidade
das ciências e tecnologias também.
Por isso citamos um poeta que participa
do livro OLHARES, da equipe do NJR/ECA/USP.
Está acostumado com estas discussões.
Pelo menos entre nós...
Jean
Baudrillard, o Bruxo da Nova Era
Para
finalizarmos dedicamos este texto aos que
foram perseguidos pelas suas crenças,
pois ele sai no dia das Bruxas, que sofreram,
assim como grandes cientistas, o terror
da inquisição.E sabendo que
o terrorismo cultural persiste em jogos
de poder,só podemos dizer que estamos
prontos para lembrar Jean Baudrillard, que
se dizia o Bruxo da Nova Era, e continuarmos
nossa luta...Fogueiras não nos assustam...Nem
a de vaidades...
Centenas
de eventos marcaram o Dia de Ação
Global pelo Clima no dia 24 de
outubro: Mais de 150 eventos em
todas as capitais brasileiras
e muitas cidades e localidades
do interior expressaram a preocupação
dos cidadãos e cidadãs
brasileiros com as mudanças
climáticas. No Parque Trianon,
o "Movimento Aquecimento
Global- I Care- Eu me importo"
-Apoiada pela ABRADIC e pela campanha
internacional TicTacTicTac com
participações dos
colaboradores do movimento Aquecimento
Global- I Care-Eu me Importo!,
também da Activeg e de
voluntarios, realizou palestra
e debate com Tamara Bauab, atividades
de informação e
coleta de assinaturas, usando
um painel grafitado com o número
350 e do movimento, desenhos feitos
pelo publico que passava na frente
do parque, participação
do D.J.Wolverine, equipe TicTacTicTac.
ORGANIZAÇÃO:
ETHEL WEITZMAN COM PARTICIPAÇÃO
DE THAYS CANDIDO E PROFA MARCIA
E.E. D. PEDRO I
APOIO:
MOVIMENTO AQUECIMENTO GLOBAL I
CARE- EU ME IMPORTO! APOIOS ABRADIC-
CATEDRA UNESCO NUCLEO NJR-ECA
USP-CAMPANHA TCKTCK-350.ORG.-VITAE
CIVILIS- AGENDA 21-SECRETARIA
DO VERDE E DO MEIO AMBIENTE-PROJETO
CONEXÃO ARTISTICA- ATIVISTAS
VEGETARIANOS-ATIVEG
GRANDES
CIENTISTAS DO VIDEOGAME
Leandro
Stein
Divulgação Científica
Palcos
de ambientação de qualquer
tipo de realidade ou ficção,
os videogames também abrem espaço
para a ciência. Cientistas que,
através de suas experiências,
criam elementos que alteram substancialmente
as tramas dos games.
Há alguns cientistas consagrados
dentro dos jogos. Geralmente, vilões
ou ajudantes do herói, que criam
empecilhos ou meios mágicos para
o personagem principal da história.
Atuando em diversas áreas da
ciência, como genética,
biologia, robótica ou eletrônica,
esses cientistas se tornaram célebres
para grande parte dos viciados em videogames.
Na lista abaixo, são apresentados
alguns dos principais “gênios
científicos” de famosos
games das décadas de 90, disponíveis
para Mega
Drive ou Super
Nintendo.
Dr.
Ivo Robotnik (Sonic)
– O vilão da série
tem conhecimentos avançados em
robótica e biologia. Transformou
animais de uma floresta dentro de robôs,
que atrapalham o caminho do herói,
o porco-espinho Sonic. Somente o protagonista
pode salvar os bichos aprisionados.
Robotnik também cria máquinas
para uso próprio, com finalidade
de destruir Sonic ao final de cada estágio.
Equipamentos voadores, terrestres ou
aquáticos, que só foram
construídos através de
seus saberes em física e mecânica.
Mutantes
do Espaço (Bart
vs. The Space Mutants)
– Os alienígenas, vilões
do jogo, ambicionam conquistar a terra
e tornar os humanos seus escravos. Para
tanto, desenvolvem uma máquina
poderosa para facilitar essa tarefa.
Dentre os elementos finais de construção
de sua arma, estão barras de
material radioativo da usina nuclear
de Springfield. O herói do jogo,
Bart Simpson, personagem do desenho
The Simpsons, é o único
que sabe dos planos e pode impedir os
planos.
Dr.
Light e Dr. Willy (Megaman)
– Ambos cientistas consagrados
na área de robótica. Eram
colegas em um trabalho para criar robôs
que fizessem o bem à humanidade.
Contudo, Dr. Willy roubou grande parte
das máquinas criadas e reconfigurou-as
para tornarem-se objetos de destruição.
Dos poucos robôs que restaram
com Dr. Light, o mais poderoso, Megaman,
seria usado para combater o império
do mal almejado pelo vilão.
Durante os jogos da série, Megaman
combate diversas máquinas pequenas,
que atrapalham sua passagem e, ao final
de cada fase, enfrenta um “Robot
Master”, similares aos roubados
por Willy. Cada um destes tem um poder
específico.
Além disso, há outros
robôs auxiliares de Megaman. Roll
é sua irmã e ajuda Dr.
Light nos afazeres domésticos.
Já Rush é uma réplica
de um cão que pode ser acionado
durante a aventura para ajudar na superação
de alguns obstáculos.
Sega
Technical Institute (Kid
Chameleon) – O jogo
traz um enredo metalingüístico.
Os criadores do Sega Technical Institute,
que realmente desenvolveram o game,
aparecem dentro da trama. Eles construíram
um fliperama que inseriam os jogadores
dentro da máquina.
O problema é que os gênios
da informática falharam em sua
criação: o fliperama passou
a aprisionar os jogadores em sua realidade.
Somente um menino, conhecido como Kid
Chameleon, poderia destruir o vilão
virtual e consertar a máquina.
Professor
Pardal (Quackshot)
– O personagem consagrado das
histórias em quadrinho e dos
desenhos animados aparece na história
para ajudar Pato Donald a encontrar
um belo presente para sua namorada,
Margarida.
A invenção do “mestre”
Pardal é uma máquina que
produz poderosas bolhas de chiclete,
que destroem inimigos e quebram blocos
de pedra.
Dr.
Frank N. Stein (Decap Attack)
– O personagem principal do jogo
é Chuck D. Head, uma múmia
que precisa impedir o vilão Max
D. Cap de dominar seu mundo. No auxílio
do herói, seu criador, Dr. Frank,
cria poções que dão
poderes especiais a Chuck. Frank, portanto,
é um químico consagrado.
Além disso, durante o jogo, Chuck
reúne algumas partes de um esqueleto.
Caso vença Max no último
estágio do game, o protagonista
chega à casa de Dr. Frank. Com
suas habilidades em medicina e biologia,
o cientista usa a ossada para transformar
a múmia em um ser humano de verdade.
Mario
(Super
Mario) – O bigodudo
italiano é um encanador, mas
que possui ótimos conhecimentos
em botânica. Não fosse
assim, não saberia como aumentar
de tamanho através de cogumelos
e ganhar poderes de fogo através
de flores. Além disso, conhece
um pouco de química, ao criar
portas através de poções
mágicas.
O vilão clássico do jogo,
Bowser, também é um pouco
cientista: conhecedor de ciências
físicas e mecânicas, sempre
está equipado com uma máquina
poderosa nas fases finais.
Um
ano antes das eleição presidencial
posterior à candidatura mais simbólica
já ocorrida no Brasil, o lançamento
do filme “Lula, o filho do Brasil”
gera especulações e polêmica
entre a população e a mídia.
A candidatura de Lula, em 2002, foi inesquecível
para a esquerda brasileira, tendo em vista
o cenário nacional que se instaurava,
após o conhecido boicote de uma famosa
rede de comunicações nas eleições
do estado liberal que rendeu a presidência
ao caçador de marajás, em
1985; e ao governo de privatizações
de FHC, a alternativa de um candidato militante
político e representante das massas
sindicalistas caia como uma luva. Lula
veio bem à tempo para o Brasil do
início da década, assim como
Obama
foi o herói certo para os EUA num
contexto de decadência econômica
e pouca credibilidade geopolítica,
por exemplo- guardando as devidas proporções,
realidades e contextos das respectivas nações
simbolizadas por tais líderes, verdadeiras
esperanças populares.
O filme de Lula mostra a imagem do sindicalista
idealizador até sua chega à
presidência. Discorre sobre parte
desconhecida da história do homem
mais conhecido do país. Tendo esse
emblema como sinédoque do enredo
– “a parte desconhecida da história
do homem mais conhecido no país”-,
o filme promete ser marcante para fechar
com um gran finale a gestão de um
governo historicamente popular.
"Rebobine,
por favor"
“Lula lá” foi grito de
ordem dos petistas – simpatizantes,
defensores daquele PT- no período
da candidatura do atual astro da batalha
política brasileira. Anos depois,
desde 2005 mais precisamente, dando destaque
para as denúncias do mensalão,
a imagem do líder sindicalista se
vincularia à trivial conceituação
dos “políticos brasileiros”.
A abstinência do já então
presidente demonstrava para muitos dos antigos
militantes petistas que o candidato de outrora
já não enxergava ações
corruptas que antes foram duramente por
ele criticadas. Frente a essa ruptura de
imagem, surge o Lula paternalista, aquele
que tenta diminuir as pobreza nacional através
do assistencialismo: desde o fim da fome,
com o Projeto fome Zero, ao fim das palafitas
no nordeste. De forma simplista, forçando
uma sociedade menos desigual, Lula passou
a ser amado pelos pobres, questionado, quando
não criticado, pela classe média-
basicamente, a maioria petista, ou ex-petista-
e generoso com os ricos.
Numa época de reestréias do
período de queda das máscaras
da corrupção brasileira –
o país sempre sofreou com a corrupção,
mas a ironia do assunto num governo esperançoso
e tão esperado como o de Lula não
pode ser ignorada- a discussão a
ser feita deveria ser quais os limites e
quais são de fato privilégios
dos políticos nacionais, para então
questionarmos qual é a política
desejada para o Brasil independentemente
se a atuação do presidente
será feita pelo mocinho (pai do povo),
ou pelo vilão (estatizador).
Projeção
futura
Após seis anos de mandato, Luiz Inácio
Lula da Silva se firma definitivamente como
símbolo da luta de classes e da luta
pela sobrevivência em um pais de contradições-
o que observamos até mesmo pelo nome
de seu filme. O presidente será visto
nas telonas em 1 ° de janeiro de 2010
, data em que “Lula, o filho do Brasil”
estréia nos cinemas. A discussão
a respeito da promoção da
imagem do presidente em período eleitoral
não passa despercebida. Como Lula
não pode mais se reeleger, há
quem diga que o filme servirá, na
realidade, como confirmação
da figura do atual chefe de Estado como
“ aquele que saiu do povo”.
Garantido, então, maior aceitação
e confiança popular com relação
à indicação de Lula
para o nome do candidato do PT a futuro
presidente da república. Se realmente
a emoção transmitida pela
arte do cinema, ou pelos “bons recursos”de
um filme, conseguirão angariar votos,
teremos que pagar para ver. A forma de se
utilizar a máquina
pública já evoluiu muito,
mudou: hoje, ela nos proporciona cultura,
entretenimento e nos garante a sensação
de livre exercício político,
crítico. Só não vai
dar para fechar os olhos no meio das cenas
desagradáveis no Brasil do próximo
presidente.
Bom filme.
No
dia 20 de outubro, a Suprema Corte da Nicarágua
aceitou o recurso do presidente
Daniel Ortega que lhe autoriza a disputar
a reeleição em 2011. A Corte
considerou “inaplicável”
o artigo 147 da Constituição
que lhe impedia de ser novamente candidato.
Diferente da brasileira, a constituição
nicaragüense* proíbe e a candidatura
em qualquer tempo de um candidato que já
foi presidente durante dois mandatos, proíbe
também a candidatura consecutiva,
ou seja, a reeleição de qualquer
ocupante de cargo executivo para o exercício
seguinte. Dessa forma, a candidatura de
Ortega contraria duplamente o artigo constitucional,
já que ele foi presidente anteriormente,
em 1985.
A autorização conferida a
Ortega passou a valer também para
outros 109 prefeitos que se apoiaram no
recurso. A partir de agora, eles poderão
se candidatar a um novo mandato. De acordo
com o magistrado Francisco Rosales, a decisão
de reinterpretar o artigo 147 da constituição
se baseou nas decisões judiciais
das cortes da Costa Rica e da Colômbia,
que favoreceram os presidentes Oscar
Arias e Álvaro
Uribe.
Eleito em 2002, Uribe já havia reformulado
a constituição para concorrer
a um novo mandato que começou em
2006. A Câmara dos Deputados da Colômbia
aprovou, em maio, a realização
de um referendo para mudar a constituição
e permitir ao chefe do executivo a possibilidade
de concorrer a um terceiro governo. A Corte
Constitucional do país, órgão
responsável por verificar a legalidade
de referendos ou convocação
da Assembléia Constituinte, trata
atualmente dos últimos preparativos
para o referendo que deverá ser realizado
no primeiro semestre de 2010. No entanto,
devido aos atrasos na tramitação
do projeto, existe uma séria possibilidade
de que o referendo seja inviabilizado por
não ocorrer em tempo hábil
para a inscrição dos candidatos
da próxima eleição
marcada para maio do próximo ano.
O referendo será considerado válido
se tiver a participação de
7,2 milhões de pessoas, 25% do eleitorado
colombiano. Aqui
não pegou
A Comissão de Constituição
e Justiça e de Cidadania da Câmara
brasileira rejeitou a PEC (Proposta de Emenda
à Constituição), de
autoria do deputado Jackson
Barreto, do PMDB, que permitiria ao
presidente disputar um terceiro mandato
no ano que vem sob a condição
de realização de um plebiscito
que estava marcado para setembro. Aparentemente
ninguém entendeu o porquê desta
proposta que teve, desde o começo,
a desaprovação da cúpula
do PT e mesmo do maior interessado, o presidente
Lula.
Criando moda
A moda das reeleições começou
no Brasil no mandato do presidente Fernando
Henrique Cardoso que, com o apoio dos deputados,
também modificou a Constituição
para que pudesse ser candidato na eleição
seguinte. Apesar da forte oposição
a reeleição foi aceita, tendo
em vista a tradição na maioria
dos países democráticos, de
permissão de dois mandatos consecutivos.
Os defensores da reeleição
recorrem com frequência ao Direito
Internacional, principalmente ao artigo
23 da Convenção Americana
dos Direitos Humanos que se refere ao direito
de todos os cidadãos de votar e ser
votado, a não ser por motivo de idade,
nacionalidade, residência, idioma,
capacidade civil ou condenação
por juiz competente. Foi justamente a partir
do princípio de “igualdade
de direitos dos cidadãos perante
uma eleição” que a corte
nicaragüense autorizou a possibilidade
de reeleição.
Seguindo
e mantendo tendências
Os altos índices de popularidade
parecem ser a única coincidência
entre estes governos que variam ideologicamente
entre a esquerda bolivariana, cujo principal
expoente é o presidente venezuelano
Hugo
Chávez, até o oposto,
aliado aos Estados Unidos, o presidente
da Colômbia, Álvaro Uribe.
Essa nova moda de mudanças constitucionais,
no entanto, é amparada pelos aparatos
legais do legislativo e do judiciário.
Evidentemente, deve-se fazer a crítica
no campo moral: até que ponto a concentração
de poder nas mãos de um presidente
por três ou mais mandatos consecutivos
pode ser considerada aceitável, ainda
que conduzida por meios democráticos
de acordo com o expresso apoio da sociedade?
Ou, mais importante do que isso, a mesma
sociedade que optou pela reeleição
consecutiva conseguirá no futuro
voltar atrás, optando novamente pela
não reeleição?
Camarão
poderá ajudar a desenvolver DVD's
Carlos
Augusto Soares
Os
olhos do camarão mantis (odontodactylus
scyllarus) poderão ajudar no
desenvolvimento da próxima geração
de leitores de discos digitais, como os
discos de DVD. A informação
foi publicada no domingo(25/10/2009) na
revista Nature Photonics conforme divulgado
pela Agência Fapesp.
O
crustáceo é encontrado na
Grande Barreira de Coral, na Austrália.
Tem um complexo sistema de visão
podendo enxergar 12 cores - os humanos veem
três - além de distinguirem
as diferenças entre a luz polarizada
(como o luar e o laser). Seus olhos tem
um sistema que converte luz polarizada linear
em luz polarizada circular e vice versa,
como o que é feito por placas polarizadoras
em leitores de CD e DVD e filtros polarizadores
em câmeras fotográficas digitais
e de vídeo, mas apenas para uma cor,
enquanto os camarões o fazem naturalmente
para quase todo o espectro de luz visível.
O motivo pelo qual esse crustáceo
precisa de tanta sensibilidade ainda está
sendo estudado, mas já se pensa na
hipótese de sinalização
sexual ou comunicação secreta
evitando predadores, ou para caçar
presas utilizando sua capacidade visual
impar. O estudo desse mecanismo ótico
poderá ajudar a melhorar os dispositivos
utilizados em nossos aparelhos.
Expediente
O boletim eletrônico Pro-Scientiæ é produto do Projeto
de Pesquisa em Treinamento de Divulgação Científica (PTDC),
de autoria da Profª Dra. Glória Kreinz.
Endereço para correspondência: Av. Prof. Lúcio M. Rodrigues, 443,
Bloco 9, sala 10, Cidade Universitária, CEP 05508-900, São Paulo
- SP. Tel.: (11) 3091-4021/4270, (11) 9185-8655; fax: (11) 3091-4329
(FiloCom).
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Colaboração especial: João Garcia, Fabiana R. Barbosa,
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