Boletim eletrônico do Núcleo José Reis de Divulgação Científica da ECA/USP, é parte do
Projeto Integrado de Pesquisa em Treinamento de Divulgação Científica - PTDC/CNPq
e vinculado à
Associação Brasileira de Divulgação Científica - ABRADIC

São Paulo, Brasil - Ano 9- nº106 - Fevereiro de 2010
Núcleo José Reis de Divulgação Científica da ECA-USP
Informativo JR
Revista Eletrônica Vox Scientiae
Coleção Divulgação Científica
ABRADIC - Associação Brasileira de Divulgação Científica
Mural Clipe Ciência
Revista Eletrônica Espiral
Jornal Lanterna Verde
FiloCom - Núcleo de Estudos Filosóficos da Comunicação

Nesta edição

MEU AVATAR TOMOU MEU LUGAR
Glória Kreinz

DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA NO SÉCULO XXI:

Poeta do Orkut - Marcelo Roque - O Sonhador

KARL MAX, BRASILEIRO, MOTOBOY EM LONDRES
Yuri Gonzaga

APARELHO IDENTIFICA CORES PARA DEFICIENTES VISUAIS
João Paulo O. Freitas

O USO DA IMAGEM NA DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA: Os Cientistas
João Garcia

 


Meu Avatar tomou meu lugar

Glória Kreinz

Eis um fato cada dia mais intenso em nosso cotidiano de divulgadores científicos. Estamos presos em nossos Avatares... O filme 'Avatar' só veio para alertar ainda mais... Chamou atenção por vários motivos: a volta de James Cameron (Titanic), os efeitos especiais, “uma experiência única” e muito aquém do que um simples 3D, o orçamento que chegou a quase 500 milhões de dólares e o tempo de demora na produção (quatro anos).

Para a divulgação de ciência e tecnologia interessa a reflexão sobre o mundo virtual que o filme provoca. Demorei em comentar, porque ainda pensando sobre o assunto. No filme, o ‘Avatar’ substitui o humano, mas não é isso que ocorre quando estamos em nossos computadores?


Imagem do Filme 'Avatar'

A história do filme se passa em 2154 aonde existe uma colônia chamada Pandora, habitada pelos Na’ vi, nativos azuis alienígenas. Devido o local ser rico em mineral, vários humanos já tentaram invadir o ambiente deles, mas para chegar perto é preciso criar um elo de confiança com a raça, o que ninguém nunca havia conseguido.

Tudo muda com a chegada do ex-fuzileiro Jake Sully, que recebe a tarefa de se infiltrar em Pandora através de sua forma 'Avatar' (corpo geneticamente mudado feito com seu DNA e dos nativos), pois esta era a missão de seu irmão gêmeo, que faleceu. Mesmo sem saber quase nada sobre a cultura dos Na’vi, e mesmo estando em cadeira de rodas, aceita este desafio.

No final do filme a realidade representada pelo mundo dos Avatares acaba sendo a escolhida por Sully. Ele deixa sua forma humana e o ‘Avatar’ ganha sua vida, na metáfora que nos interessa discutir...Afinal, em muitos casos, não é isso que está ocorrendo? A vida no ciberespace não está se tornando muito mais instigante e prazerosa que fora dele? Quantas pessoas não estão presas em suas fazendas no Facebook?Isto sem contar as horas de MSN, Orkut, Blogs,Chats, e outras coisas...Será que apenas o protagonista do filme trocou de vida com seu ‘Avatar’?

 

 

 

 

 


http://pt.wikipedia.org/wiki/Gl%C3%B3ria_Kreinz


http://pavanbrasil.blogspot.com/

http://stoa.usp.br/gkdivulga/weblog/

http://www.blogdonjr.wordpress.com/

http://www.eca.usp.br/nucleos/njr

SÉRIE DE VÍDEOS PAVAN DE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA

http://www.youtube.com/watch?v=ox-gRlLn38E

http://www.youtube.com/watch?v=R3HaITTvFxs

http://www.youtube.com/watch?v=L8nLbkWhgRE

http://www.youtube.com/watch?v=L8nLbkWhgRE

Século XXI
POETA DO ORKUT: O SONHADOR
Marcelo Roque

Leia mais no Clipe Ciência

HOMENAGEM A CRODOWALDO PAVAN


Era apenas uma mosca
Não mais que uma simples mosca;
aos olhos de quem não via
E quantos segredos, afinal, caberiam,
dentro de tão mísero inseto, perdido,
entre as folhagens mortas de uma manhã qualquer ?
Era preciso muito mais do que apenas olhos
para poder enxergar
Era preciso saber sonhar
Mas não estes sonhos comuns,
que se perdem à luz do primeiro alvorecer
Era preciso sonhar, além do simples olhar;
Sonhar além das já conhecidas fronteiras
Sonhando além, muito além,
do próprio sonho


Leia mais no link abaixo :

http://recantodasletras.uol.com.br/autores/marceloroque

http://www.blogdonjr.wordpress.com/

http://marceloroque.blogspot.com/

Marcelo Roque

Karl Max, brasileiro, motoboy em Londres

Yuri Gonzaga

Conforme notícia no G1 por Diego Assis, a jornalista Flavia Guerra (ver blog) faz documentário sobre um motoboy brasileiro chamado Karl Max (sem o "r" mesmo). Retratando a realidade do imigrante ilegal em londres, que trabalha com documentação falsa e se arrisca para ganhar o máximo de dinheiro possível.

Ao longo das filmagens, o goiano Karl sofre um acidente e quase tem seu pé amputado. O trânsito não é só assassino em São Paulo, mas também nos países desenvolvidos. Repito: o jeito é pegar a bike. Porém, o repórter Assis conta o final feliz graças ao "jeitinho inglês": a equipe médica que atendeu o motoboy simplesmente ignorou o fato de ele não estar com a documentação. Foi atendido "como um legítimo cidadão europeu".

Isso me lembra o SUS, cheio de corrupção e incongruências. E também o sistema de Saúde estadunidense -- ultimamente passando por reforma --, que conheci pelo documentário de Michael Moore "Sicko".

Bom, dá pra ver que não é só a pontualidade brasileira que devia se aproximar das dos britânicos. O jeitinho também.

http://i45.tinypic.com/3029o28.jpg

http://www.flickr.com/photos/yurisanca/4385890235/

Aparelho identifica cores para deficientes visuais

João Paulo O. Freitas


Mais segurança na hora de pagar: o aparelho identifica também dinheiro

Infelizmente, ainda há no Brasil um problema de acessibilidade. Pessoas com algum tipo de deficiência sofrem mais na hora de viver em sociedade. A questão da cadeira de rodas que não sobre na calçada ou não entra na porta é apenas um desses exemplos. Deficientes visuais enfrentam, todos os dias, a dificuldade de identificar cores ou simplesmente nem as enxergam. Mas isso pode mudar.

Pesquisadores da Escola Politécnica (EP) da USP desenvolveram um equipamento capaz de identificar, por leitura óptica, a cor de um objeto ou o valor de uma nota de Real.

Os engenheiros de computação Fernando de Oliveira Gil e Nathalia Sautchuk Patrício, desenvolveram o projeto dentro do programa Poli Cidadã.

Finalista da competição internacional Unreasonable Finalists Marketplace do Unreasonable Institute, no Colorado, Estados Unidos, o Aurie, como foi nomeado, identifica as três cores básicas: azul, verde e vermelho. Por sensores ele analisa a cor predominante do objeto, “falando” ao usuário.

Para as notas, o funcionamento é igual, já que no Brasil elas são diferenciadas pela cor. Um problema está na identificação das notas de dois e 100 reais, exigindo, então, alguns ajustes.

Atualmente o protótipo necessita um software para ler as informações coletadas, mas os engenheiros idealizam a junção dele ao aparelho, tornando-o autônomo.

Como a ideia é destiná-lo ao público de baixa renda, o aparelho é feito para ser vendido o mais barato possível, mas com qualidade. Por isso a equipe está pedindo doações para ganhar a final da competição. O dinheiro será usado para custear os desenvolvedores durante um período de 10 semanas de treinamento na sede do Unreasonable Institute, com profissionais e especialistas na área de negócios.

Como doar: deve-se preencher um cadastro no site oficial do Unreasonable Institute e fazer a doação, ou pelo Pagseguro através do site do Identificador de Cores.

Freitas, J.P.O.

Referências bibliográfica:
http://www.usp.br/agen/?p=16445
http://www.auire.com.br/

Texto publicado também em
http://www.cientecno.com




Uso da imagem na divulgação científica: "Os Cientistas" por João Garcia

http://www.blogdonjr.wordpress.com/

OS CIENTISTAS

João Garcia


Expediente

O boletim eletrônico Pro-Scientiæ é produto do Projeto de Pesquisa em Treinamento de Divulgação Científica (PTDC),
de autoria da Profª Dra. Glória Kreinz.
Endereço para correspondência: Av. Prof. Lúcio M. Rodrigues, 443, Bloco 9, sala 10, Cidade Universitária, CEP 05508-900, São Paulo - SP. Tel.: (11) 3091-4021/4270, (11) 9185-8655; fax: (11) 3091-4329 (FiloCom).

Universidade de São Paulo: Reitor: Prof Dr.Jõao Grandino Rodas
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Conselho Editorial: José Arbex Jr. (NJR-ECA/USP), Maria Julieta S. Ormastroni (UNESCO/IBECC), Marcia M. Rebouças (Instituto Biológico), Caetano Ernesto Plastino (Depto. de Filosofia da FFLCH/USP), Maurício Tuffani (UNESP).

Coordenador Geral do NJR: Prof. Dr. Ciro Marcondes Filho. Coordenador de Divulgação: Prof. Dr. Crodowaldo Pavan.
Coordenadora de Pesquisa: Profª Dra. Glória Kreinz. Coordenador de Cursos: Prof. Dr. Waldomiro Vergueiro.
Supervisão editorial: Profª Dra. Glória Kreinz. Apoio especializado: Osmir Nunes.
Editor:
Yuri Gonzaga
Edição final:
Everton Magalhães V. Santos.
Layout original:
Marcelo Afonso.
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Colaboração especial: João Garcia, Fabiana R. Barbosa, Raquel Nunes, Ricardo Gandara Crede, José Medeiros da Silva, Danilo Bueno e Eduardo Lucrécio.

E-mail para contatos: njr@usp.br


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