Saiba mais sobre Fagulhas

O boletim eletrônico do Núcleo José Reis de Divulgação Científica da ECA/USP,
integrante do Projeto de Treinamento em Divulgação Científica
- PTDC e
vinculado à Associação Brasileira de Divulgação Científica - ABRADIC

São Paulo, Brasil - Ano 3 - nº27 - julho de 2003
Núcleo José Reis de Divulgação Científica da ECA-USP
Informativo JR
Revista Eletrônica Vox Scientiae
Coleção Divulgação Científica
ABRADIC - Associação Brasileira de Divulgação Científica
Mural Clipe Ciência
Revista Eletrônica Espiral
Jornal Lanterna Verde
FiloCom - Núcleo de Estudos Filosóficos da Comunicação
Nesta edição:
>>> Lançamento: Scientiae Studia
>>>Neurociência da Linguagem
>>>Divulgação Científica: Reflexões
>>>Fagulhas retorna no próximo Pro-Scientiæ. Não perca!
>>>Revista FiloCom: Revista do Grupo de Pós-graduação do FiloCom
>>>Revista Eletrônica Espiral
>>>Homenagem ao divulgador científico Ilya Prigogine
>>>Espectro de Darwin

Glória Kreinz e Crodowaldo Pavan, os organizadores da Coleção Divulgação Científica, atuam juntos desde 1997.


Novo livro da Coleção Divulgação Científica, organizado por Glória Kreinz e Crodowaldo Pavan

Sumário

Apresentação

Parte I - Reflexões
Divulgação Científica na Sociedade Performática
Glória Kreinz

Modernidade, Pós-Modernidade e
Supercivilização Cibernética
Ciro Marcondes Filho

A Tripla Hélice: Deciframento sem Fim
Crodowaldo Pavan

Explicação Científica
Caetano Ernesto Plastino

A Guerra dos Memes
Oswaldo Frota-Pessoa

Ciência, Escrita e Responsabilidade
Mauro Celso Destácio

Clipe Ciência: O Portal do Ensino Médio
Yara Coelho

Trabalho Extra-Escolar e Tempo Livre
Maria Julieta Sebastiani Ormastroni


Parte II - Depoimentos/Homenagem
Ação Cultural & Divulgação Científica
Osmir Nunes

Depoimentos:
Folha de S. Paulo
Coluna Plantão, de Julio Abramczyk
UNESCO
Jornais do Interior

El Camino de un Divulgador
Manuel Calvo Hernando

As Muitas Viagens de José Reis
Crodowaldo Pavan


Scientiae Studia

Sumário

ARTIGOS

Existe uma distinção relevante entre valores cognitivos e sociais?
Hugh Lacey

Racionalidade, consistência, reticulação e coerência: o caso da renormalização na teoria quântica do campo
Valter Alnis Bezerra

A teleologia na Biologia contemporânea
Marcelo Alves Ferreira

DOCUMENTOS CIENTÍFICOS

Os primórdios da primeira lei dos movimentos planetários na carta
de 14 de dezembro de 1604
de Kepler a Mästlin

Claudemir Roque Tossato

Carta de Johannes Kepler a Michael Mästlin em Tübingen

O impacto do manuscrito de
Wallace de 1858

Marcio Rodrigues Horta

Sobre a tendência das variedades a afastarem-se indefinidamente do tipo original
Alfred Russel Wallace

NOTAS E CRÍTICAS

Transgênicos e ética: a ameaça à imparcialidade científica
Pablo Rubén Mariconda & Maurício de Carvalho Ramos

Prêmio Nobel e divulgador científico Ilya Prigogine morre aos 86 anos na Bélgica

Prêmio Nobel de Química em 1977, por seus estudos em termodinâmica, morreu, no dia 28 de maio, aos 86 anos, em Bruxelas, Bélgica, o cientista e divulgador científico Ilya Prigogine. Notabilizou-se não apenas por seu trabalho direto com a ciência, mas também por suas reflexões de teor filosófico acerca de questões várias da ciência e da vida. Foi, portanto, um divulgador científico de excelência, do mais alto nível.

Homenagem
O Núcleo José Reis de Divulgação Científica da ECA/USP, a ABRADIC, o Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo e demais entidades de divulgação científica estão preparando uma homenagem para aquele que foi um dos mais significativos divulgadores científicos do milênio que passou.

Revista FiloCom

Editor: Ciro Marcondes Filho
Editora adjunta: Glória Kreinz
Editores assistentes: Marco Toledo Bastos
e Mauro Celso Destácio
Apoio técnico: Osmir Nunes

Revista do Grupo de Pós-graduação
do FiloCom

Edição nº 1

ARTIGOS

Michael Moore: senso crítico
a serviço do jornalismo

Ciro Coutinho

Pragmatismo x Narcisismo
Elenildes Dantas

ENSAIOS

O Tabernáculo Digital: telespecções, convergências e interatividades
Marco Toledo Bastos

Benjamin entre o céu e o inferno
Fabio B. Josgrilberg

Três matrizes culturais e o ser do
consumo (Phaneron-semeion)

Alexandre Dias Paza

Sobre o olhar: a percepção fenomenológica em Merleau-Ponty
Anna Rita Ferreira de Araújo

http://www.eca.usp.br/
nucleos/filocom/revista.htm


ESPIRAL, Revista Eletrônica de Divulgação Científica, traz os seguintes artigos, em seu 15º número:

Tecnotopias
Reflexões: sexto volume da Coleção Divulgação Científica”
Glória Kreinz

Cibéria
“Comunicação/divulgação: os conceitos da era Frankenstein”
Ciro Marcondes Filho

Noosfera
“Matrix e o cinema individual”
Marco Toledo
“A dupla dinâmica”
Yara Coelho

Placa de Petri
“Ação cultural & divulgação científica”
Osmir Nunes

Papiro
“Sete anos de Informativo JR
Mauro Celso Destácio

More Majorum
“Universidade e soberania”
José Reis
“La noticia de ciencia en el tercer mundo”
Manuel Calvo Hernando

http://www.eca.usp.br/ nucleos/njr/espiral

Matrix II: Amor no ciberespaço continua

Glória Kreinz
Marco Toledo

A ciência e a tecnologia, por meio dos avanços da informática, trazem indagações que são expressas de formas variadas, nas mais diferentes áreas do conhecimento. O filme americano Matrix, bem como sua continuação, Matrix Reloaded, dos diretores Larry e Andy Wachowski, exibida recentemente em diferentes capitais internacionais, é um exemplo deste procedimento.

Por uma curiosa coincidência, na ocasião de março de 1997, em artigo publicado para o jornal francês Libération com o título de "O Crime Perfeito", Jean Baudrillard cita o filme Blade Runner e afirma que a civilização do final do milênio é formada por replicantes, sendo "impossível distinguir o comportamento propriamente humano de sua projeção sobre a tela, de sua duplicação na imagem e de suas próteses informáticas." A data também marcava o início do projeto Matrix, a ser lançado dois anos depois.

Em 1999, um dos livros do escritor francês, Simulacros e Simulações, aparece no primeiro filme da série sobre realidade virtual, como esconderijo de programas roubados por meio do computador, propondo uma intrínseca relação entre o autor e o universo daqueles que vivem parte de suas vidas no ciberespaço. Os irmãos Wachowski, assim, propõem uma tênue ligação entre a prática do hacking e a estética da simulação, neste mundo de simulacros virtuais.

Matrix é um filme metafórico, que se refere a uma história de amor entre dois hackers; personagens transgressores e viajantes de uma moldável realidade computadorizada, numa relação de interrogação com o universo físico e fixo das pessoas comuns. A principal personagem feminina do filme, Trinity, diz no primeiro filme que "é a pergunta que nos impele", não as respostas previstas e previsíveis. E tanto ela como Neo, personagem masculino, se submetem à duplicação de suas imagens para questionar a realidade dos burocratas que tentam ajustá-los a um mundo onde a criatividade e a transgressão são fatais. Na seqüência da série, Trinity e Neo já não mais procuram respostas, mas partem em busca de momentos e ações para uma relação amorosa que, constituindo a nervura do primeiro filme, começa a ganhar uma dimensão propriamente humana na seqüência: uma relação imprevisível, dramática, e em alguma medida também trágica.

Pode-se dizer que o filme discute a noção de realidade nos termos do psicanalista Jacques Lacan, que afirmou em muitas de suas conferências e textos que "o real não existe", colocando o sujeito no centro de uma inquietação onde os objetos circundantes são passíveis de inúmeras leituras. Neste sentido, o filme consegue alcançar uma dimensão lacaniana. Espectadores que por ventura saíram atordoados do cinema, sem entender o que era a Matrix, dificilmente encontrarão conforto na seqüência, pois inúmeras possibilidades continuam abertas sem que haja a preocupação de respostas totalizadoras. Até o livro Alice no País das Maravilhas, mencionado no primeiro filme como alegoria de uma viagem a um universo inesperado, retoma nesta versão com suas falas enigmáticas e personagens partidárias de Lewis Carroll.

Alguns autores que se preocupam com o estudo do ciberespaço estão preparados para a temática da realidade virtual e a descrevem, como Kroker e Weinstein, em Data Trash, de 1994, de forma premonitória. Talvez tenham mesmo servido de inspiração para as milhões de influências que o roteiro do filme recebeu, tão próximos chegaram do que acontece na tela do cinema. Chegam mesmo a dizer que "o corpo conectado é perfeito. Viajando como um nômade eletrônico através dos fluxos circulatórios da mediascape (paisagem medial), ele é apenas a forma biológica virtual de uma imagem escaneada multiplamente reproduzida. Abandonando a pesada história referencial de um sistema nervoso central, o corpo conectado realmente torna-se um sistema nervoso telemático, livremente distribuído pelas linhas da Internet. Produto da sangria neural e do processamento de imagem, o corpo conectado é a forma tecnóide de vida que finalmente abre seu caminho rompendo a concha morta da cultura humana."1

Quem viu os filmes sabe que esta descrição se enquadra perfeitamente ao universo de Matrix, resumindo o que acontece aos personagens em suas aventuras vividas na realidade virtual. Para os estudiosos dos fenômenos de comunicação de massa fica a indagação de até onde áreas de conhecimento diferentes, tais como sociologia e arte, podem se influenciar mutuamente, dando uma visão panorâmica do início de milênio, com suas particulares indagações e perplexidades. E quanto ao amor no ciberespaço, entre humanos, vale a pena reafirmá-lo. Afinal, máquinas não amam.

1. Kroker & Weinstein. Data Trash: The theory of the virtual class. New York, St. Martin s Press, 1994.



A Produção Social da Loucura, de Ciro Marcondes Filho, livro recém-editado pela Editora Paulus, foi resenhado por Vladimir Safatle. Confira no caderno Mais! de 20 de julho de 2003. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/
fsp/mais/fs2007200310.htm

Lançamentos:

Scientiæ Studia - vol. I
Estudos de Filosofia e História da Ciência
Departamento de Filosofia da USP
Scientiæ Studia - vol. II
Destaque para "Transgênicos e ética: a ameaça à imparcialidade científica"
Departamento de Filosofia da USP

Neurociência da Linguagem

Yara Coelho
Osmir Nunes


Fernando Capovilla com o Dicionário da Língua Brasileira de Sinais


Na palestra sobre neurociência realizada dia 24 de junho, no NJR-ECA/USP, o professor Fernando Capovilla alertou sobre a contradição existente na política de financiamento para as ciências: "Os pesquisadores de uma universidade pública e gratuita não podem se dar ao luxo de fazer pesquisa apenas por curiosidade intelectual, mas têm o dever de tirar o nosso país de posições humilhantes, como por exemplo, ser o recordista mundial de 'incompetência de leitura', pois tais pesquisas em desenvolvimento da Universidade de São Paulo utilizam recursos que são públicos".

"Isto é seríssimo", alertou ainda o professor, coordenador do Laboratório de Neuropsicolingüística Cognitiva Experimental (LANCE), do Instituto de Psicologia da USP, na palestra proferida no Núcleo José Reis de Divulgação Científica da ECA/USP.

Capovilla afirmou que a Organização de Cooperação de Desenvolvimento Econômico (OCDE) realizou uma pesquisa de competência de leitura entre os jovens em 41 países, e o resultado reflete a verdadeira tragédia educacional em nosso país, que ocupa um dos últimos lugares.

Diante da posição intelectual que nossos jovens se encontram, a questão é saber o porquê dessa situação, pois muitos países em situação econômica inferior à do Brasil tiveram desempenho superior. Isso quer dizer que não existe uma relação necessária entre investimento e rendimento escolar das crianças do ensino básico.

Os desníveis podem ser compreendidos através da diferença entre os métodos educacionais. A comparação dos nossos PCN (Parâmetros Curriculares Nacionais) com o de outros países, considerados campeões de competência de leitura, reflete o abismo entre a orientação destes com a adotada no Brasil. O Ministério da Educação (MEC) recomenda por meio dos PCN que se faça com as crianças em idade de alfabetização exatamente aquilo que os países do primeiro mundo descobriram ser não apenas improdutivo, mas prejudicial às crianças.

No caso citado, existe a impossibilidade das crianças relacionarem os sons da fala (fonemas) com as letras (grafemas), o traço da escrita. Não há possibilidade de exercitar a consciência fonológica para a composição de um texto.

O professor Crodowaldo Pavan, presente ao encontro, discordou durante a palestra declarando que "o defeito não é a forma de ensino, mas a falta de compostura dos alunos, como, por exemplo, as professoras serem chamadas de 'tia' por estes. Essa situação pode inviabilizar o necessário respeito entre professor e aluno".

Capovilla complementou a fala de Pavan, salientando a diferença entre história e estória (conto, fábula, imaginação). Distinção de conceitos que para os construtivistas, infelizmente, não existe. Dentro da abordagem construtivista, tudo é relativo.

Por coincidência, o programa de TV "Vila Sésamo" desapareceu quando o "construtivismo subiu ao poder". Foi substituído por Xuxa: agora, as crianças são "baixinhas". A herança do construtivismo foi a relativização absoluta da educação. Não existe mais autoridade, só a "tia", que é uma facilitadora para o aluno aprender sozinho, desenvolvendo as estruturas de interação com o texto, ainda que se considere as circunstâncias históricas em que o escritor escreveu.

Isto está nos Parâmetros Curriculares Nacionais, declarou Fernando Capovilla. Mas deixemos o resto de sua conferência para publicação no ClipeCiência, pois interessa aos educadores de todos os níveis.

Espectro de Darwin

Paulo Henrique Tasso Monteiro

O que é o mundo? Qual a sua origem? Há algo comum na composição de todas as plantas e animais? Do que somos feitos?

Quando se estuda botânica, nos ensinam que certos tipos de bactérias, as chamadas nitrificadoras, fazem com que, depois da morte, todos os seres vivos se transformem em matéria mineral, isto é, "retornem ao pó", como se diz vulgarmente. Aprende-se também que essa mesma substância mineral será depois absorvida e transformada pelas plantas verdes em matérias vegetais, que poderá retornar à condição mineral pela morte da planta ou, antes disso, passar para o organismo de um herbívoro e daí a um carnívoro e, então outra vez, ao pó.

Houve na Grécia a construção de escolas filosóficas a partir do séc. V a.C. em que os seguidores dos pensadores naturalistas agregavam suas idéias. Os pré-socráticos, seguidores de idéias naturalistas/positivistas, indagavam sobre a natureza, na tentativa de construir – através de elementos filosóficos – uma explicação para a variedade de características na diversidade das coisas.

No apogeu da filosofia grega, Sócrates considerava como responsabilidade dos deuses a tarefa de se ocupar com o Universo; o Homem deve se preocupar com aquilo que lhe diz respeito mais diretamente. O conhecimento verdadeiro só se pode ter da alma: "Conhece-te a ti mesmo".

Platão revela a diversidade e mutabilidade das coisas, sendo a razão a sua unidade e permanência. Argumenta também que, quando alguma coisa é mais bela que a outra, assim o fazemos na suposição de que existe um modelo de beleza absoluta, além de sua representação sensível. É na esfera celeste que habitam as idéias, essência de tudo o que existe e de suas perfeições.

Aristóteles sustenta a existência da realidade objetiva, elegendo a experiência como fonte de conhecimento. Cada indivíduo é constituído de algo permanente e estável, a substância, e por atributos que lhe são agregados, determinando "os acidentes".

É a doutrina da geração espontânea que defende a possibilidade dos seres vivos completos e complexos originarem a matéria orgânica. Até o século XIX existiam "receitas" para a produção de seres vivos organizados; surgem os primórdios da embriologia, ramo da ciência que forneceria provas importantes para a Teoria da Evolução.

O naturalista inglês Charles Darwin marcou uma época de transformações, mostrando a necessidade de novos atos de criação para preencher as lacunas existentes para a compreensão da origem das espécies. O darwinismo é um sistema da História Natural cuja conclusão se baseia no parentesco fisiológico e na comunhão de origem entre todos os seres vivos. Assim, a formação de novas espécies se dá por um processo de seleção natural.

Até pouco tempo a maioria dos naturalistas admitia que as espécies eram produções imutáveis criadas separadamente. Pode-se indagar a causa pela qual os naturalistas e geólogos mais ilustres refutaram a idéia de mutabilidade das espécies. Não se pode afirmar que os seres organizados no estado natural não estão sujeitos a quaisquer variações, e que estabeleçam distinções bem nítidas entre as espécies e as variedades isoladas.

A crença na imutabilidade das espécies era quase inevitável, tanto que não se atribuía à história da Terra uma duração muito curta. No entanto, agora que adquirimos algumas noções de intervalo decorrido, admite-se prontamente, e sem provas, que os documentos geológicos são eficientes para nos fornecer demonstrações evidentes das mutações das espécies.

A causa primordial da repugnância natural em admitir que uma espécie deu origem a outra é estarmos sempre pouco dispostos a admitir uma grande alteração sem vermos os graus intermediários. A origem das espécies, apesar de combatida e muitas vezes desacreditada, resiste à ação do tempo e se mantém atualizada como objeto de estudo para pesquisadores e como curiosidade para o público geral.

Fagulhas retorna no próximo Pro-Scientiæ. Não perca!


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Expediente
O boletim eletrônico Pro-Scientiæ é produto do Projeto de Pesquisa e Treinamento em Divulgação Científica (PTDC), de autoria da Profª Dra. Glória Kreinz.
Endereço para correspondência: Av. Prof. Lúcio M. Rodrigues, 443, Bloco 9, sala 10, Cidade Universitária, CEP 05508-900, São Paulo - SP. Tel.: (11) 3091-4021/4270, (11) 9185-8655; fax: (11) 3091-4329 (FiloCom).

Universidade de São Paulo: Reitor: Prof. Dr. Adolpho José Melfi
Escola de Comunicações e Artes: Diretor: Prof. Dr. Waldenyr Caldas

Conselho Editorial: Maria Julieta S. Ormastroni (UNESCO/IBECC), Marcia M. Rebouças (Instituto Biológico), Caetano Ernesto Plastino (Discurso Editorial), Claudenir Modolo Alves (Paulus).

Coordenador Geral do NJR: Prof. Dr. Ciro Marcondes Filho. Coordenador de Divulgação: Prof. Dr. Crodowaldo Pavan.
Coordenadora de Pesquisa: Profª Dra. Glória Kreinz. Coordenador de Cursos: Prof. Dr. Waldomiro Vergueiro.
Supervisão Editorial: Glória Kreinz. Produção Técnica: Osmir Nunes.
Editor-chefe:
Mauro Celso Destácio (Mtb 29.348). Edição de arte e webdesign: Marco Toledo.
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Apoio:
Carla Carderelli Minozzo.
Colaboração especial: Profª Dra. Gisela S. Ortriwano, Fabiana R. Barbosa, Raquel Nunes, Leandro Destácio, Yara Coelho.
E-mail para contatos: pro_scientia@hotmail.com