Oficina propõe criação cênica e reflexão sobre crimes estatais e do capital
Do passado escravocrata a Brumadinho, coletivo da ECA propõe práticas poéticas para pensar feridas da história
“Como agir diante da tragédia? Correr para o futuro? Voltar ao passado?” É com essa pergunta que o Coletivo ATERRA, formado por estudantes de graduação do Departamento de Artes Cênicas (CAC) da ECA, convoca o público para a oficina Coreografando uma Rota de Fuga, que realizará experimentos cênicos que estimulem corporalmente e poeticamente o público.
Nesta oficina, o grupo abrirá procedimentos de criação do seu espetáculo GANGA, em cartaz no Tusp, com referências a crimes como os de Brumadinho e de escravidão no século XVIII, além de outras feridas históricas causadas, principalmente, por crimes do capital e do Estado. A oficina acontecerá no sábado e no domingo, dias 4 e 5 de outubro, às 14h, no Tusp Butantã.
O coletivo pretende estimular reflexões no público sobre a memória de desigualdades e injustiças que marcam a identidade do país, recorrendo a produções literárias brasileiras, como parte da obra poética de Carlos Drummond de Andrade, dedicada a perceber a realidade da exploração e violações à vida humana no contexto da mineração, passando, também, pelos cantos de trabalho mineiros da tradição afro-brasileira, os vissungos.
Para participar, inscreva-se pelo formulário.
A participação é gratuita.
Serviço
Coreografando uma Rota de Fuga, do Coletivo ATERRA
Data e horário: 4 e 5 de outubro de 2025, às 14h
Local: Tusp Butantã
Endereço: Rua do Anfiteatro, 109, bloco C. Butantã. São Paulo, SP
Entrada gratuita