CAP | Departamento de Artes Plásticas



Espaço das Artes recebe exposição 'Setembrooutubro'

Estudantes e artistas do Departamento de Artes Plásticas exibem obras de diferentes linguagens artísticas


AGENDA
Foto de uma pintura acrílica verticalmente dividida ao meio. Do lado esquerdo, sobre um fundo preto, o personagem tem pele e camisa brancas, cabelo branco com detalhes coloridos e um formato de estrela azul no olho. Do lado direito, sobre fundo branco, o personagem tem pele e camisa pretas, cabelo preto com mechas roxas e uma estrela amarela no olho. Um laço vermelho une as duas metades da camisa no pescoço. Há detalhes vermelhos no nariz e boca, além de um brinco retangular vermelho na orelha direita.
Imagem: Divulgação/CAP

De 1 a 16 de outubro, o Espaço das Artes (EdA) recebe o conjunto de nove exposições que integram o projeto Setembrooutubro 2026. Promovida por estudantes e artistas vinculados ao Departamento de Artes Plásticas (CAP), a mostra é gratuita, aberta ao público, com visitação de segunda a sexta, das 10h às 20h. O objetivo é apresentar diferentes investigações poéticas e exibir um panorama geral das produções do departamento.

Ao longo de duas semanas, a exposição reúne trabalhos que exploram diferentes linguagens artísticas, como fotografia, pintura, gravura, instalações, vídeos, performance e trabalhos tridimensionais. As obras adotam temas diversos, entre eles a ruptura da percepção do tempo, questões em relação ao corpo e à autoimagem, e as possibilidades de narrativa cinematográfica.

Confira, a seguir, mais detalhes sobre as exposições:

 

Fragmentos, de Ceci Nogara e Matheus Schneider

Mostra reúne fotografias, pinturas e obras tridimensionais, que exploram diferentes possibilidades de fragmentação por meio da materialidade própria de cada linguagem, investigando questões relacionadas ao tempo, ao movimento e à constituição do ser.

Parte dura, de Ana Beatriz Bisinoto

Com a série de gravuras em metal, Ana Beatriz investiga questões relacionadas ao corpo, à autoimagem e à censura. A pesquisa articula a especificidade material e processual da gravura a questões que atravessam as formas de representação e percepção do corpo.

Ego Pagliaccio, de Raquel Oliveira

A obra constrói um universo circense centrado na figura colorida e ambígua do palhaço. A exposição assume a forma de uma investigação sobre a identidade artística de uma jovem universitária que se arrisca no caminho da arte, aproximando espetáculo, personagem e construção de si.

Grupo A3, integrado por João da Costa, Pedro Ferrareto e Marcelo Aparecido

O conjunto coloca em diálogo diferentes pesquisas, linguagens e processos artísticos, fazendo da convivência entre as obras um elemento constitutivo da exposição.

Olhos Grandes, de Beatriz Romeiro

Partindo de uma performance realizada simultaneamente em três locais da Cidade Universitária, a videoinstalação transforma imagens de monitoramento em material cinematográfico, reconstruindo o acontecimento a partir dos vestígios da ação. O trabalho investiga as possibilidades abertas pela subversão dos aparatos de vigilância para a produção artística, estabelecendo uma tensão entre monitoramento e ficção.

Sermão da Quarta-Feira de Cinzas, de Antonio Yudi

A instalação articula a ação de diferentes mecanismos e dispositivos, estabelecendo uma relação entre o espaço expositivo e um sermão do Padre Antônio Vieira.

Caminhando em Sonhos, de Hugo Paiva

O estudante de Artes Plásticas apresenta uma obra que aborda a solidão da caminhada, ato que atrai sonhos e lembranças fragmentadas.

Espaço no Marcas, Núcleo de Gravura

Formado por Eleonora, Gabriel Rezende, Júlio César e Reginaldo Aquino, o Núcleo apresenta exposição na qual os artistas investigam diferentes poéticas a partir da gravura, tensionando materiais como papel, madeira, metal e malha.

A matriz conta uma história ao avesso: o artista inverte o sentido da realidade para conferir-lhe outro peso e outra direção. Gravar torna-se, assim, um gesto realizado no presente que mira aquilo que ainda virá. Ao mesmo tempo, a matriz oferece resistência, dureza e confronto, exigindo do artista uma negociação com a matéria.

Identidade Lúcida, de Tainá Delfino, Morgän Thamyres e Letícia Bruni

A exposição parte da urgência de pensar o corpo como agente social lúcido, tensionando os limites da identidade e confrontando as pressões patriarcais, os papéis de gênero impostos e a apropriação dos corpos.

Distanciando-se de abordagens vulgarizadas, a mostra procura humanizar corpos aos quais esse direito foi historicamente negado. Por meio de imagens instigantes e não óbvias, propõe ao público o questionamento das noções de bons costumes e uma reflexão sobre as diversas facetas do espectro da mulheridade.

Serviço

Exposição Setembrooutubro 2026

Data: de 1 a 16 de outubro de 2026

Horário: de segunda a sexta, das 10h às 20h

Local: Espaço das Artes

Endereço: Praça do Relógio, 160, Cidade Universitária, São Paulo

 

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