Arte produzida na ECA agora pode ser vista pela internet
Biblioteca Digital da Produção Artística da ECA reúne dados e imagens de trabalhos práticos de artistas ecanos
Em junho, como parte das comemorações pelos 60 anos da Escola, nossa biblioteca lançou, depois de vários anos de estudos e testes, a Biblioteca Digital da Produção Artística da ECA (BDPA), também conhecida como a_Base. Trata-se de uma base de dados de imagens, concebida para divulgar os trabalhos práticos de artistas que são ou foram professores ou estudantes do Departamento de Artes Plásticas (CAP) e do Programa de Pós-graduação em Artes Visuais (PPGAV).
São teses, dissertações e TCCs que foram apresentados como trabalhos práticos de arte, em forma de livros de artista, gravuras, fotografias, fotolivros, desenhos, objetos e outros. Também são registradas imagens de trabalhos de artistas cuja tese ou dissertação é uma reflexão sobre sua própria obra.
A BDPA vem suprir uma lacuna nos catálogos mantidos pela USP para os acervos de suas bibliotecas, que não oferecem um produto capaz de reunir, catalogar e exibir essas obras que se expressam, fundamentalmente, por imagens. Esse novo catálogo vai possibilitar:
- divulgar para a sociedade, pela internet, um acervo de originais de arte de características únicas, porque gerado no ambiente acadêmico. Anteriormente esse acervo estava acessível apenas para quem frequenta a Biblioteca da ECA;
- apresentar ao público o trabalho de artistas importantes que passaram pela ECA no contexto da pesquisa acadêmica, colaborando para a divulgação da produção artística na Universidade;
- divulgar o trabalho de artistas jovens, mostrando a relação com seus orientadores.
Regina Silveira, Evandro Carlos Jardim, Carlos Fajardo e Carmela Gross, professores eméritos da ECA, estão representados na base de dados com as obras relacionadas às suas dissertações, teses e outras, selecionadas pela curadoria do projeto, à cargo da professora Lucia Koch, do CAP.
“Aceitar o desafio de formar coleções de originais de arte e buscar soluções para tratamento e difusão desse tipo de documento é uma das formas pelas quais uma biblioteca pode continuar a fazer sentido para sua comunidade”, afirmam as bibliotecárias Marina Macambyra, Sarah Lorenzon Ferreira e Alessandra Vieira Canholi Maldonado em um artigo sobre o desenvolvimento da BPDA. Marina integra a equipe atual do projeto, junto de outras funcionárias e bolsistas. Ao longo dos últimos anos, a BPDA contou com o trabalho de diversos outros profissionais, estagiários e bolsistas. A coordenação é da professora Vânia Mara Alves Lima, do Departamento de Informação e Cultura (CBD).
No momento, a base conta com 51 artistas, 192 obras e 506 imagens cadastradas, mas há muitos trabalhos a serem fotografados e muitas imagens já realizadas ainda não catalogadas. Também se encontra em andamento a atualização do software e estão previstas melhorias na interface gráfica do site. A BPDA ainda deve crescer e se desenvolver bastante, mas já é uma contribuição inovadora no campo das bibliotecas universitárias.
“As coleções das bibliotecas acadêmicas de arte do futuro continuarão a se transformar, quanto a isto não há dúvidas. Mas uma constante importante é que elas darão suporte a uma comunidade cada vez mais criativa e original.”
Marina Macambyra, Sarah Lorenzon Ferreira e Alessandra Vieira Canholi Maldonado, bibliotecárias