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A marca criativa da ECA: premiações e momentos em que a Escola teve produções reconhecidas

Conheça algumas criações, pesquisas e outros projetos da comunidade ecana que foram destaque no segundo semestre de 2025

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A ECA, nas diferentes formações que oferece em artes, comunicações e ciências da informação, se dedica a lançar na área profissional e na pesquisa pessoas que irão oferecer propostas criativas e inovadoras. No segundo semestre de 2025, membros da comunidade ecana tiveram seu talento reconhecido em distintas premiações. Além disso, a Escola esteve representada em ocasiões importantes, marcando presença nas cenas cultural, artística e midiática.

Veja a seguir as premiações e outros destaques da comunidade ecana no segundo semestre de 2025:

 

Animação infantil de egressa de Educomunicação é premiada no Japão

Ilustração de quatro pessoas em uma cozinha ao redor de uma mesa redonda com vidrarias coloridas, uma vasilha borbulhando, um bolo, bananas e utensílios de cozinha. Todas as personagens são negras de cabelos crespos, No centro, uma mulher de cabelos brancos, óculos redondos e jaleco com flores no bolso, segurando uma xícara verde e uma vidraria com um líquido rosa. Ao redor dela, três crianças negras: uma em cadeira de alimentação para bebês, ela usa maria-chiquinhas e tem cabelos crespos e castanhos, uma menina de cabelos crespos e castanhos na altura das orelhas,  com presilhas e lápis na orelha, e um menino de cabelos castanhos, crespos e curtos  segurando uma lupa. A cozinha tem azulejos verdes, talheres pendurados, plantas, aventais e piso vermelho.
O Fantástico Mundo da Vovó Naná. Reprodução/ Radhi Meron

A cozinha se transforma em um laboratório de ciências para a cientista Nair Jatobá e seus netos, Tito, Lina e Didi, em  O Fantástico Laboratório da Vovó Naná. Esse é o cenário do projeto realizado por Radhi Meron, egressa do curso de Educomunicação da ECA. A proposta recebeu o prêmio Outstanding Proposal no evento Japan Prize, que busca reconhecer produções educativas para a televisão.

Foto em moldura circular de uma mulher branca com cabelos castanhos, cacheados  na altura dos ombros e falando sorrindo com um microfone que ela segura com outra pessoa e, com outra mão, segura uma escultura dourada. Ela usa um blazer cinza aberto com uma blusa preta e saia vermelha. Às suas costas há uma parede marrom com um monitor com letras japonesas verdes em um fundo vermelho.
Radhi Meron. Foto: arquivo pessoal/ Radhi Meron

A partir de experimentos feitos com materiais do dia a dia, a animação infantil apresenta o universo das ciências da natureza. Ao final de cada episódio, são exibidos momentos com crianças reais realizando um experimento.

A premiação contou com criadores do Sri Lanka, Bangladesh, Filipinas, Kosovo e Índia, que buscam na televisão formas de desenvolver conteúdo educativo. “Para mim este projeto é, em parte, resultado desses anos de pesquisa sobre a relação entre audiovisual, educação e infância que comecei durante meus anos estudando Educomunicação”, Radhi comenta.

A série está em fase de produção e terá seu episódio piloto exibido na próxima edição do Japan Prize.


49ª Mostra Internacional de Cinema premia egressa do Audiovisual por melhor ficção brasileira

Foto de uma mulher negra de cabelos castanhos, crespos e presos no alto usando um brinco pequeno. Ela está olhando para o sentido oposto a uma televisão que está a sua frente. Na televisão, há a imagem de uma menina negra de pele clara e cabelos castanhos e cacheados abaixo da altura do queixo. Ela usa um adereço de penas vermelha, amarela e verde na cabeça, e o fundo é arborizado.
Criadas. Captura de tela: reprodução/ YouTube

Em Criadas, filme exibido na 49ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, de Carol Rodrigues, egressa do curso de Audiovisual, a personagem Sandra retorna à casa de sua prima Mariana em busca de uma foto de sua falecida mãe, que trabalhou ali como empregada residente para os pais de Mariana.

Foto de uma mulher negra sorrindo. Ela tem cabelos cacheados curtos, usa óculos retangulares, camisa preta com folhagens de cor bege e terno preto. No fundo há um mural com uma obra abstrata com cor verde e, à direita, plantas.
Carol Rodrigues. Foto: reprodução/ @carolrodiguescinema

Embora tenham crescido juntas, Sandra, negra de pele escura, e Mariana, negra de pele clara, vivenciaram aquela casa de formas muito diferentes. Ao se reconectarem, memórias há muito enterradas tomam forma ao redor delas.

Carol Rodrigues, que  também foi roteirista das séries Escola de Gênios, 3% e Pico da Neblina, além de liderar projetos como a série Lov3 e a segunda temporada de Manhãs de Setembro, ganhou com Criadas o Prêmio do Público de Melhor Filme Brasileiro de Ficção da Mostra.


Festivais de cinema LGBT+ premiam pesquisador em Artes Cênicas

Foto de uma sala de aula com pessoas sentadas em carteiras, um homem branco em pé, à esquerda, de cabelos castanhos curtos vestindo uma calça e camiseta preta e uma pessoa branca, à frente da lousa verde preenchida, virada para a classe, de cabelos vermelhos raspados na lateral, sem roupa na parte cima do corpo e se maquiando. À esquerda, há uma janela com cortina preta. As paredes são brancas, há um ventilador de parede e uma caixa de som.
Sangue de Réptil. Captura de tela: reprodução/ YouTube

O filme Sangue de Réptil, dirigido por Thiago Camacho, doutorando do Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas (PPGAC), venceu a premiação de Melhor Vídeo-Arte no Festival MT Queer Premia 2025, em Cuiabá. O filme foi gravado em estilo vídeo-arte e retrata experiências de uma escola pública de periferia, na zona sul de São Paulo, como a vivência de um professor gay que precisa lidar com a homofobia. 

O filme contou com a participação de Oliver Olívia no elenco, que também desenvolve projeto de doutorado no PPGAC.

Foto de um homem branco sorrindo e segurando uma escultura com um arco circular dourado formando a letra Q. Ele tem cabelos castanhos, lisos e curtos e usa moletom preto aberto por cima de camiseta azul e uma bolsa transversal por cima do ombro. O fundo tem um mural preto com vários logotipos coloridos com uma formas circulares formando a letra Q e escrito MT Queer logo abaixo.
Thiago Camacho. Foto: acervo pessoal/ Thiago Camacho

Em 2025, Thiago também recebeu os prêmios Best LGBT Film Producer e Best LGBT Film no Colors of Love Film Festival, realizado em Mumbai, na Índia, com o filme Fora, sequência do filme Dentro, de 2023. No curta, dois homens vivem um relacionamento marcado por abusos, que não são prontamente identificados pela vítima. O filme Dentro também chegou a ser premiado em outra ocasião.

Thiago Camacho considera que as vivências da diversidade são uma riqueza muito especial. "Então nossas produções atravessam diferentes tradições e culturas, e impactam com temas humanos e universais”, ele diz.


Livro sobre o jornalismo erótico brasileiro foi vencendor do Jabuti Acadêmico

capa de um livro em que o nome do livro ocupa a maior parte do centro,  em fontes preta e laranja, sendo que a letra O, em Eros, é uma imagem em moldura circular com duas pessoas peladas, uma de frente para a outra, com os rostos parcialmente cortados pela moldura, sendo um homem com o corpo bronzeado, parcialmente de costas, e uma mulher branca. No topo está o nome do autor em laranja e, no rodapé, o logotipo da editora. Uma etiqueta circular roxa, com palavras Jabuti e outras muito pequenas, está posicionada à esquerda.
Livro Repórter Eros: a história do jornalismo erótico brasileiro. Reprodução/ Amazon

A obra Repórter Eros: a história do jornalismo erótico brasileiro, foi o resultado de pesquisas que tiveram início na graduação do escritor Valmir Costa e seguiram pelo  mestrado e doutorado no Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação (PPGCOM) da ECA. Publicado pela editora Cepe, o livro levou o primeiro lugar do Jabuti Acadêmico de 2025 na categoria Comunicação e Informação.

Para publicar o livro, Valmir inscreveu seu projeto diversas vezes em programas de pós-doutorado, inclusive na USP. Após ter tido sua inscrição recusada onze vezes, ele continuou escrevendo o livro de forma independente.

Foto de um homem negro de cabelos curtos, lisos e castanhos sorrindo. Ele tem cavanhaque e usa um terno listrado sobre camisa branca. Há prédios no fundo.
Valmir Costa. Reprodução/ Cepe

Repórter Eros mostra como a imprensa brasileira abordou os temas relacionados a erotismo ao longo de mais de dois séculos. Do nascimento do jornalismo erótico, passando por momentos de censura no Estado Novo e na ditadura, a era de ouro da Playboy até o final do século XX, chegando aos formatos digitais vindos pela popularização da internet. As páginas contam com fotos e ilustrações históricas. 

Segundo o autor, o livro, além de entreter, pretende contribuir para debates sobre direitos, moralidade e sexualidade e critica a ótica que pesava sobre pessoas negras e a sexualidade feminina.

 

foto de uma mulher branca sorrindo ao lado de um banner colorido. Ela tem cabelos castanhos, ondulados e na altura da nuca. Usa camisa branca de manga longa, calçaazul e um crachá branco. O banner tem imagens de componentes de células acompanhados de muitos textos divididos em caixas coloridas.
Isabella Souza Xavier da Silva. Reprodução/ acervo pessoal/ Isabella Souza Xavier da Silva

Estudante de Educomunicação é premiada pelo projeto Atlas Interativo de Biologia Celular

A estudante Isabella Souza Xavier da Silva ganhou menção honrosa no Congresso da Federação da Sociedade de Biologia Experimental (FeSBE) por um poster relativo a seu trabalho como bolsista do Programa Unificado de Bolsa (PUB). O Atlas Interativo de Biologia Celular de Isabella  lança um “olhar educomunicativo” sobre o tema. “Criamos atividades interativas, pensamos materiais de estudo para diferentes realidades de acesso ao conhecimento e à informação”, resume a aluna.

A apresentação do pôster de Isabella contou com  audiodescrição, algo que, segundo a estudante, chamou atenção no evento.


Pesquisadora da ECA ganha prêmio com estudo sobre a plataformização da Rede Globo

Foto de uma mulher parda de cabelos lisos, longos e castanhos, sorrindo. Ela usa óculos de armação escura e batom vermelho. O fundo é branco
Ana Flavia Marques da Silva. Reprodução/ Folha de S. Paulo

Com a tese Uma só Globo: o caso Globoplay na plataformização da empresa brasileira de comunicação, a pesquisadora Ana Flavia Marques da Silva recebeu menção honrosa em premiação da Associação de Pesquisadores da Internet (AoIR).

Segundo a comissão julgadora, a pesquisa oferece uma análise multifacetada da plataformização do grupo Globo, que completou 100  anos em 2025. O texto revela adaptações de trabalho e infraestrutura da empresa, diante de transformações na esfera digital.


 

Concurso de Violão Souza Lima premia estudantes de Música

Foto de dois homens pardos,  lado a lado, segurando o braço de um violão bege, cada um com uma mão, ambos sorrindo. Os dois têm cabelos cacheados, castanhos e curtos. O da esquerda usa camisa lilás e, o da direita, usa uma camisa clara de manga longa. O fundo tem uma grande porta de madeira e duas cadeiras, sendo que uma delas tem um violão apoiado.
Duo Barbosa-Galvão, com Henrique Barbosa Oliveira à esquerda e Gabriel Galvão da Silva à direita. Reprodução/ arquivo pessoal - Gabriel Galvão

Com participação no Concurso de Violão Souza Lima, os estudantes Gabriel Galvão da Silva e Henrique Barbosa Oliveira, graduandos do curso de Música da ECA com habilitação em violão, receberam menção honrosa pela apresentação no Duo Barbosa-Galvão. O concurso é organizado desde 1990 pelo Conservatório e Faculdade de Música Souza Lima.

Gabriel acredita que os concursos são momentos ricos de troca com outros artistas. Sobre competir, ele considera que “tocar em concurso fortalece nossa resiliência no palco: é saber que é necessário dar sempre o seu melhor dentro do possível e superar eventuais erros em busca da melhor performance.”


Estudante do curso de Música recebe premiação da Academia da Osesp

Foto de um homem branco de cabelos castanhos, ondulados e curtos, sorrindo. Em uma mão ele segura um trompete dourado e, na outra, um certificado. Ele usa terno, camisa e calça, todas da cor preta. Ao fundo estão poltronas de teatro e colunas elevadas de estilo clássico e efeitos de luz. O teto do teatro é iluminado.
Kauã Requena. Reprodução/ @kaua_requena

Kauã Requena, estudante do curso de Música da ECA, com habilitação em trompete, recebeu o Prêmio Academia de Música da Osesp na ocasião da 55ª edição do Festival de Inverno de Campos do Jordão, garantindo uma bolsa de aperfeiçoamento técnico de dois anos na Academia da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo. No primeiro semestre, Kauã também foi premiado no concurso Jovens Solistas 2025, da Orquestra Sinfônica Jovem do Estado de São Paulo (Ojesp).


 

 

 

 

A presença da ECA nas cenas cultural, artística e midiática

Não é rara a participação de pessoas da comunidade ecana em espetáculos, mostras e exposições. Veja outras ocasiões em que pessoas da ECA se destacaram em 2025.


Docente foi um dos roteiristas do filme A Mulher da Fila, lançado no catálogo da Netflix

Foto de uma uma mulher apoiada em um guichê de atendimento falando com uma pessoa que está dentro do guichê, de costas para a câmera, lhe oferecendo um cartão. A mulher em destaque é branca, de cabelos castanhos, longos e lisos e usa uma blusa vermelha. As mulheres na fila às suas costas são brancas, uma de cabelos escuros e outra loira. As parede no ambiente são predominantemente verde.
A Mulher da Fila. Reprodução/ Rolling Stones

O professor Marcelo Müller, do Departamento de Cinema, Rádio e Televisão (CTR) da ECA, é um dos roteiristas do filme argentino A Mulher da Fila, que entrou no catálogo da Netflix no segundo semestre de 2025. Dirigido por Benjamin Ávila, o filme conta a história de uma mulher de classe média que tem a vida transformada por ter o filho preso injustamente. O filme mostra as falhas e a brutalidade do sistema prisional, o peso da detenção que recai sobre as mulheres e a solidariedade que surge entre as famílias.


Série Tremembé tem direção de egressa de Audiovisual

Foto de oito pessoas em pé atrás de grandes claras. São quatro mulheres e quatro homens, maioria de pessoas brancas. Elas usam calças e blusas de cor bege, branco, marrom e cinza. A maioria usa chinelos. As paredes ao fundo são verdes.
Elenco da série Tremembé. Reprodução/ Prime Video

Em 2025, a plataforma Amazon Prime Video disponibilizou episódios da série Tremembé, dirigida por Vera Egito, egressa do curso de Audiovisual. A série do gênero true crime é baseada nos livros Suzane: assassina e manipuladora, Elize - A Mulher que Esquartejou o Marido e Tremembé: o presídio dos famosos, de Ulisses Campbell, e também nos autos dos respectivos processos. A série é ambientada no complexo prisional de Tremembé, conhecido por ter pessoas que foram presas por crimes que ganharam notoriedade na mídia. A segunda temporada já está em processo de produção.

 

Filme produzido no curso de Audiovisual é licenciado pelo Canal Brasil

Foto de  uma mulher sentada com as mão apoiadas no chão e as pernas dobradas para o lado. Há arbustos nas laterais, uma coluna, uma faixa grande de água doce e um horizonte ensolarado no fundo da imagem. A mulher e os objetos estão escuros e sem detalhes por estarem contra a luz do sol.
Nosso Tipo Inesquecível. Captura de tela: reprodução/ YouTube

Após muitos anos de autoexílio, a última herdeira de uma família de imigrantes libaneses retorna ao lugar onde viveu na infância, com a intenção de vender a casa da família e enterrar as memórias de um passado de conflitos familiares. No curta-metragem Nosso Tipo Inesquecível, Camila, ao encontrar um acervo de fitas cassetes contendo gravações das vozes de seus parentes mortos, fica obcecada e cogita rever sua decisão.

As fitas utilizadas no filme fazem parte de um acervo familiar real, com gravações de voz datadas entre 1982 e 1996. 

O curta-metragem, que usa recursos de fantasmagoria para tratar de autoexílio, origem familiar e relações entre espaço e memória, nasceu de um trabalho de conclusão de curso de estudantes de Audiovisual, dirigido por Victor Stoll e estreou no Canal Brasil em novembro.

 

Participações da ECA na 49ª Mostra Internacional de Cinema 

Foto em preto e branco de um homem amarelo analisando um relógio com uma ferramenta de ampliação ajustada em um dos olhos. Ele usa uma camisa clara e está em um  ambiente fechado.
Takashi Morita, de Alma Errante – Hibakusha. Reprodução/ Cinemateca Brasileira

Além do filme premiado Criadas, de Carol Rodrigues, outros ex-alunos de Audiovisual marcaram presença na 49ª Internacional de Cinema.

O filme Alma Errante – Hibakusha, de Joel Yamaji, cineasta e funcionário da ECA, foi também exibido na  Mostra. O documentário retrata as memórias de Takashi Morita, ex-soldado da Guarda Imperial no Japão, relojoeiro e sobrevivente da bomba atômica em Hiroshima em 1945.

Yamaji já dirigiu 17 filmes, entre curtas e médias-metragens.

Foto de um homem branco, calvo, de cabelos grisalhos e camisa laranja abaixado com o rosto próximo ao solo e às mãos, manipulando um aparelho com pêndulo metálico de medição de solo. O ambiente a sua volta é de natureza e há fragmentos de equipamentos captados pela foto.
Cena do filme Na Passagem do Trópico. Reprodução/ Mubi

Na Passagem do Trópico, filme de Francisco Miguez, narra a história de um topógrafo que mapeia áreas de risco de deslizamento na cidade de Ubatuba, conhecendo um pouco mais sobre a vida de pessoas que vivem em tais áreas. Obcecado por medir e organizar, o protagonista se depara com um território de ocupação humana caótica e repleta de conflitos, onde a história da cidade se revela.

Foto de um menino de camisa branca e gravata azul sentada e folheando um livro. Ela é branca, tem cabelos castanhos, lisos e curtos e está em um ambiente com paredes brancas, com uma tomada com um carregador e um interruptor.
Cena do documentário A Voz de Deus. Reprodução/ @nanuzine

Em A Voz de Deus, dirigido por Miguel Antunes Ramos, é narrada a história de duas crianças que ficam famosas na internet por realizarem pregações religiosas. O filme revela as infâncias escondidas e incertezas sobre o futuro, oferecendo uma reflexão sobre um Brasil em transformação, em que política e religião frequentemente se confundem. 


 

 

 

Melodia ancestral: curta de ex-aluna estreia na HBO Max

Foto de duas mulheres negras que tocam instrumentos em um ambiente iluminado por luz suave e amarelada. À esquerda, uma delas toca piano elétrico; à direita, a outra toca violoncelo, com uma partitura apoiada em um suporte à sua frente. As duas estão vestidas de preto e o ambiente tem piso de madeira e paredes claras.
Cena de melodia ancestral. Reprodução/ ECA

No filme Melodia Ancestral, Beatriz Costa, egressa de Audiovisual, investiga a história de seu avô, Antônio Vaz do Nascimento, maestro negro da orquestra Marabá, que se apresentava em bailes da cidade de São Paulo entre as décadas de 1950 e 1980. O filme foi exibido na HBO Max, com sessões extras nos canais TNT, TLC e Cinemax. Melodia Ancestral retrata a importância da preservação da memória e da cultura por meio da música e os desafios enfrentados por artistas negros.

Beatriz percebe na população negra um público consumidor pouco explorado pela indústria audiovisual. “Temos a necessidade de nos vermos representados em tela, e abrir esse espaço para diretores negros, que têm um olhar e uma vivência que diretores brancos não possuem e que dialogam diretamente com 60% do público, não é apenas uma questão de dar oportunidade, mas algo benéfico para a própria indústria”, explica.

Outros ecanos participaram do filme: os graduados em Audiovisual Laís Vallina, técnica de som, e Marlon Carvalho, microfonista, e Natália Miotto, violoncelista e personagem, egressa do curso de Música.

O filme foi uma das três produções realizadas na segunda edição do programa de aceleração de talentos Black Brazil Unspoken - Narrativas Negras Não Contadas, da Warner Bros. Veja a notícia completa no site da ECA.


Egressa do curso de Música representou o Brasil em concurso de regentes na França

Foto com manchas avermelhadas de uma orquestra tocando em um palco com fundo azul. Ao redor, estão informações em francês do festival.
Reprodução/ Festival Besançon

Laura Gentile, ex-aluna do curso de Música, com habilitação em regência, participou das etapas finais do Festival Internacional de Música de Besançon, que aconteceram na França. Dos 271 participantes selecionados, apenas 20 foram para a França para a fase final do concurso. Atualmente, Laura é regente assistente do Theatro da Paz, em Belém.

A disputa não rendeu o primeiro lugar para a regente, mas ela considera ter levado muitos aprendizados sobre a participação  de concursos, que são comuns em carreiras musicais, como ela comenta: “descobri que, não é porque sou mulher latinoamericana, que eu sou menos do que todo mundo que chegou lá.” 

Durante a COP30, que aconteceu em Belém, ela participou da criação da Ópera I-Juca Pirama: aquele que deve morrer. A produção contou com pessoas indígenas que fizeram pinturas corporais no coro e nos solistas e criaram a proposta de figurino, além da participação do cantor Gilberto Gil, que compôs uma música sobre desmatamento, atuou no elenco e nos processos de criação.


Estudantes da EAD têm espetáculos indicados para premiações e participam de formações internacionais

Arte digital com uma montagem com duas fotos de rosto de mulheres negras, parcialmente sobrepostas. A dá frente tem filtro marrom e é uma mulher gritando, a de trás, tem filtro vermelho. Há detalhes em verde pela imagem e sobre os rostos.
Arte de divulgação da peça Cavalo Bravo não se Amansa. Reprodução/ Sympla

Bruna Vitória Gonçalves (Bruna Tovian), foi uma das atrizes da peça Cavalo Bravo Não se Amansa, que foi indicada ao Prêmio Shell de Teatro na categoria Energia que Vem da Gente. O espetáculo tem realização da Cia. Teatro Documentário. Outro espetáculo de destaque, que também contou com a participação da atriz, o Reza Cotidiano, com realização do Coletivo Negrura, que foi indicado a melhor cenário e melhor figurino pela mostra competitiva de teatro profissionalizante do Festival de Barueri.

Foto de várias pessoas caracterizadas de palhaças tocando tambores e uma sanfona sobre um palco. Elas estão cantando. No alto, há refletores com luzes nas cores branca, rosa e amarela.
Cena do espetáculo ¡CERRADO!. Reprodução/ Grupo Pano

O espetáculo ¡CERRADO!, do Grupo Pano com a participação da aluna Maya Maia de Paiva (Maya de Paiva), também foi indicado ao Prêmio Shell de Teatro na Categoria Música. Na peça, uma sociedade fictícia de uma região deserta passa a enfrentar proibições de festas, danças e boates, abordando um contexto de política proibitiva e totalitária.

Foto de um homem branco de barba, de olhos fechados performando com uma fantasia de onça pintada amarela e um boneco de uma pessoa branca com cabelos brancos  e roupa lilás sobre o homem fantasiado. O Piso é de taco claro e a parede ao fundo é bege.
Do outro lado do rio. Reprodução/ Instituto Braileiro de Teatro

O espetáculo Do outro lado do rio, idealizado pela Cia. Peixes Voadores, passou no edital de ocupação do recém inaugurado Instituto Brasileiro de Teatro (IBT) . A peça, que conta com a participação do estudante Matheus Rodrigues Pessoa Salgado (Tchô Salgado), é inspirada na poesia de Manoel de Barros, e conta a história de uma criança e uma onça que precisam atravessar um rio, explorando momentos de coragem e delicadeza.

Também passou no edital de ocupação do IBT a aluna Zahra El Rahim Rabah, com o projeto Meshtaa2eenمشتاقين.

O programa World Young Professional Performing Art Meetings (WYPPAM), residência que acontece na França, recebeu o estudante Vinícius Précoma por meio da bolsa Funarte Brasil Conexões Internacionais 2025 - temporada Cultural Brasil-França. O WYPPAM é um encontro internacional que reúne jovens artistas das artes cênicas para formação e troca.

Foto de muitas pessoas reunidas em um espaço aberto. Um grande grupo performa no centro do espaço, com uma multidão em volta assistindo em cadeiras. A foto é noturna em um ambiente com efeitos de luzes avermelhadas.
Quando Quebra Queima, no Festival de Teatro de Rua de Aurillac, na França. Acervo Pessoal/ Abraão Kimberley

Abraão Kimberley dos Santos, aluno da Escola de Arte Dramática (EAD) é um dos integrantes da ColetivA Ocupação, que esteve na França para se apresentar no Festival Internacional de Teatro de Rua de Aurillac.

O grupo abriu o festival com a peça Quando Quebra Queima, sobre o despertar político da juventude na greve dos secundaristas, ocorrida em 2015. O espetáculo retrata a efervescência, ousadia e esperança de um movimento que impulsionou debates sobre realidades da escola pública.

Em sua 38ª edição, o festival reuniu cerca de 600 companhias teatrais visitantes em quatro dias de apresentações na cidade de Aurillac. “Para mim, foi muito importante participar dessa experiência, porque eu respirei uma cidade que respeita o teatro”, afirmou Abraão. 

Outro momento importante vivido pelo estudante da EAD este ano  foi a participação no Bravo Film Festival, em que 10 roteiristas foram selecionados pela Associação de Profissionais do Audiovisual Negro (APAN) para uma formação na Califórnia. Abraão, junto de outros participantes, teve oportunidade de viver uma experiência imersiva na indústria cinematográfica, participando de formações, reuniões com estúdios e produtoras.

Certamente, há outras premiações e destaques da comunidade ecana que não aparecem na matéria. Lembrou de alguma? Envie informações para o e-mail lac-eca@usp.br.

 


Imagem de capa: montagem de Everton da Cruz Souza com fotos de acervo pessoal e reproduções do Instagram