Programas de pós-graduação e revistas científicas da ECA avançam em avaliação da Capes
Resultados parciais do quadriênio 2021-2024 apontam melhoria nos conceitos de dois programas de pós-graduação e em diversas publicações editadas pela Escola
A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) divulgou, no último dia 12 de janeiro, os resultados parciais da Avaliação Quadrienal (2021-2024). Os dados indicam avanço no desempenho acadêmico da ECA, com a elevação de notas em dois programas de pós-graduação e a consolidação de excelência em suas revistas científicas.
ECA amplia presença no patamar de excelência da Capes
Na avaliação dos programas de pós-graduação, dois cursos da ECA subiram de patamar. O programa de Ciências da Comunicação (PPGCOM) passou da nota 5 para 6, atingindo o nível de excelência internacional. Já o programa de Ciência da Informação (PPGCI) subiu da nota 4 para 5, conceito considerado "muito bom" pela principal agência reguladora e de fomento da pós-graduação no Brasil.
Com a atualização, o quadro de notas da ECA na pós-graduação apresenta três programas com nota 6 (Artes Cênicas, Ciências da Comunicação e Música) e três programas com nota 5 (Artes Visuais, Ciência da Informação e Meios e Processos Audiovisuais). O Mestrado Profissional em Ciência da Informação manteve a nota 4.
O PPGCOM recebeu o conceito máximo em todos os quesitos avaliados pela Capes no quadriênio 2021-2024. Para a professora Clotilde Perez, diretora da ECA e coordenadora do PPGCOM entre 2021 e 2024, o resultado é fruto de um planejamento focado em eixos estratégicos. “Além da melhoria contínua da produção e da divulgação científica, o último quadriênio foi dedicado à implantação de políticas de ações afirmativas, à construção de um projeto de internacionalização com ênfase em redes de pesquisa e ao fortalecimento da autoavaliação”.
O sistema de autoavaliação foi redesenhado em colaboração com a Pró-Reitoria de Pós-Graduação (PRPG) e tornou-se um item muito valorizado na avaliação da Capes. “Foi uma avaliação bastante complexa, profunda e diversa e nós obtivemos uma avaliação muito boa tanto na autoavaliação quanto entre os avaliadores da Universidade de São Paulo e também com os avaliadores externos”, explica a diretora da ECA.
Com a obtenção da nota 6, o programa supera o padrão de excelência nacional (nota 5) exigido pela Capes. Para a professora Maria Cristina Mungioli, atual coordenadora, o reconhecimento da agência “incentiva a todas as pessoas envolvidas com o programa a trabalhar para manter e mesmo ampliar a relevância científica e social do programa nos cenários nacional e internacional”.
No PPGCI, o sentimento é de reconhecimento aos esforços feitos nos últimos anos. “O quadriênio 2021-2024 foi oportuno para a adaptação do PPGCI às diretrizes da Capes concernentes ao quadro docente e discente”, explicou o professor Rogério Mugnaini, coordenador do PPGCI no período. Entre as mudanças, o docente destaca a revisão de critérios de avaliação, o apoio à participação em eventos e publicações, a adoção de ações afirmativas, a extensão do programa para o campus de Ribeirão Preto e a desvinculação do Mestrado Profissional, que se tornou independente.
A atual coordenadora do PPGCI, Giovana Deliberali Maimone, credita o resultado ao envolvimento de docentes e discentes do programa nas atividades acadêmicas e de pesquisa. “Nosso esforço para o futuro é continuar trabalhando de forma conjunta, unida e engajada para alcançarmos níveis cada vez melhores junto a este órgão de fomento que tanto nos apoia, possibilitando o aumento do número de bolsas e sendo um potencial atrativo para novos alunos”.
Além dos programas da unidade, outros dois interunidades que contam com a participação da ECA também foram avaliados: o Programa de Pós-Graduação Interunidades em Estética e História da Arte (PGHEA) manteve a nota 5, enquanto o Programa de Pós-Graduação Interunidades em Integração da América Latina (Prolam) subiu de 4 para 5.
Os dados divulgados são parciais. O processo entra agora em fase de pedidos de reconsideração e análise de recursos. A previsão é que o resultado final da Avaliação Quadrienal seja publicado pela Capes até o fim do mês de maio.
Revistas da ECA sobem de classificação
Paralelamente aos programas de pós-graduação, as revistas científicas editadas pela ECA também apresentaram melhora em sua classificação no Qualis Periódicos. O sistema classifica a produção científica brasileira em estratos que vão de A1 (mais elevado) a C.
Atualmente, a ECA conta com quatro publicações no estrato máximo, A1: ARS, Matrizes, Sala Preta e a Revista Música, que subiu do conceito A2 para A1 nesta avaliação. O fortalecimento editorial também foi observado em outras frentes, com as revistas Comunicação & Educação, Organicom, Extraprensa e Significação atingindo o conceito A2. Já as publicações Alterjor, Novos Olhares, Rumores e Signos do Consumo subiram para o estrato A3.
Confira a classificação das revistas da ECA no Qualis Periódicos:
| Título da revista | 2017-2020 | 2021-2024 |
|---|---|---|
| Matrizes | A1 | A1 |
| Sala Preta | A1 | A1 |
| ARS (São Paulo) | A1 | A1 |
| Revista Música | A2 | A1 ↑ |
| Comunicação & Educação | A4 | A2 ↑ |
| Organicom | A4 | A2 ↑ |
| Revista Extraprensa | B1 | A2 ↑ |
| Significação: Revista de Cultura Audiovisual | B1 | A2 ↑ |
| Revista Aspas | A1 | A3 |
| Novos Olhares | B1 | A3 ↑ |
| Revista Alterjor | B1 | A3 ↑ |
| Rumores | B1 | A3 ↑ |
| Signos do Consumo | B2 | A3 ↑ |
| Revista Turismo em Análise | A4 | A4 |
| Semeiosis | B4 | B1 ↑ |
| Interfaces da Comunicação | - | B2 |
| Nona Arte (São Paulo) | B3 | B2 ↑ |
Com o resultado, a ECA passa a ter 82% de seus periódicos classificados no nível A da Capes. Para a diretora da ECA, os dados mostram a força editorial da unidade: "este índice demonstra a excelência, a dedicação e o compromisso dos professores e colaboradores com a divulgação científica de alto impacto nos campos das Comunicações e das Artes", ressalta a professora Clotilde Perez.