Graduação Jornalismo

Dados do curso

Duração ideal: 8 semestres (matutino) / 9 semestres (noturno)

Coordenador: Jean Pierre Chauvin

O curso de Jornalismo, oferecido no Departamento de Jornalismo e Editoração (CJE), se propõe a formar profissionais capazes de atuar em todos os espaços de difusão de notícias e assessoramento de processos comunicacionais entre empresas e o público externo, em qualquer uma das funções abrangidas pelo mercado – da captação do fato até sua veiculação. 

O curso procura desenvolver no aluno não só os conhecimentos técnicos e teóricos indispensáveis para o exercício da profissão, mas também noções de ética que pautarão suas ações em qualquer âmbito de sua atuação no mercado de trabalho, buscando promover, ainda, uma postura profissional empática com os diferentes públicos que consumirão sua produção informativa.

A graduação é caracterizada por sua grande quantidade de experiências em laboratório, que envolvem o aluno em todo o processo do fazer jornalístico, seja com a produção de um jornal comunitário, do jornal do campus ou de matérias para uma agência de notícias. Os alunos realizam também produções de rádio, televisão, internet e outras atividades jornalísticas que não estão necessariamente ligadas à produção de notícias, como comunicação organizacional e assessoria de imprensa.

Quer saber mais?

Acesse o menu ao lado e conheça o curso de Jornalismo. Para mais informações, consulte a página do Departamento de Jornalismo e Editoração.

A graduação, ao longo do tempo mínimo de oito semestres à turma do matutino e nove, do noturno, explora aspectos técnicos e teóricos da atividade jornalística de modo a oferecer uma formação ampla, pautada em noções de ética e cidadania. 

A prática surge por meio dos diversos laboratórios de produção jornalística vinculados às disciplinas, que fornecem aos estudantes o domínio da linguagem e dos instrumentos necessários à sua prática profissional. Dentre eles, pode-se citar o jornal Notícias do Jardim São Remo, (embora o foco seja o jornal impresso, que posteriormente é distribuído na comunidade, os estudantes também mantêm o site atualizado) em que os alunos produzem matérias sobre o Jardim São Remo, comunidade vizinha da Cidade Universitária, onde vivem cerca de 15 mil pessoas, a maioria de renda baixa. Há, também, trabalhos vinculados à Agência Universitária de Notícias (AUN), ao Laboratório de Fotojornalismo, ao Jornal do Campus, à Revista Babel e a programas jornalísticos para rádio e TV. 

Por meio desses laboratórios, os alunos ainda se preparam para lidar com todo tipo de periodicidade, seja em mídia impressa ou em mídias digitais (âmbito em que a noção de fechamento da edição dá lugar à atualização constante das informações).

A partir do quinto semestre, também há a oportunidade de realizar estágios supervisionados em empresas de comunicações, por meio dos quais os alunos adquirem uma experiência direta no mercado de trabalho. 

O aluno ainda pode complementar sua formação com matérias optativas e eletivas, que pode cursar em qualquer uma das unidades de ensino da USP (até mesmo em outros campi, como a USP Leste e o Quadrilátero Saúde-Direito), aprofundando-se em conhecimentos que sejam de seu interesse nas áreas de Humanas, Exatas e Biológicas. 

A internacionalização do curso oferece ao aluno oportunidades de intercâmbio, por meio de convênios entre a USP e Universidades de países como França, Espanha, Portugal e África do Sul. 

Atividades extracurriculares na USP

Os alunos mantêm a Jornalismo Júnior – apelidada carinhosamente de Jota –, empresa sem fins lucrativos administrada inteiramente pelos estudantes, que se dividem entre o núcleo de redação, produzindo textos relacionados a esportes, cultura, cinema, ciência e grandes reportagens, e o núcleo de projetos, que compreende os serviços de assessoria de imprensa, audiovisual, comunicação e mídias, eventos e comunicação visual. O aluno pode ingressar já no primeiro ano de curso e, a cada semestre, participa de dois núcleos, passando por diferentes áreas de atuação profissional de um jornalista. Ao final do primeiro ano, dentre esses estudantes, são escolhidos aqueles que atuarão como diretores no ano seguinte, trabalhando mais especificamente em cada núcleo ou em funções administrativas – dentre elas, presidência e diretoria de marketing. 

Além disso, os alunos podem participar de projetos remunerados e não-remunerados de iniciação científica (trabalhando com professores em suas linhas de pesquisa), cultura e extensão (que podem ser realizados por toda a USP e adquirem um teor mais prático) e estágios ligados à administração da Universidade ou às unidades de ensino. 

O aluno tem, ainda, a oportunidade de participar de uma grande diversidade de atividades culturais, exposições, festivais, concursos, seminários, congressos e cursos extracurriculares dentro e fora da ECA.  
 

Áreas de atuação e mercado de trabalho

O profissional formado em Jornalismo pode atuar principalmente em jornais, revistas, televisão, rádio, sites e agências de notícias – empresas jornalísticas especializadas em difundir notícias e informações das fontes diretamente para outros veículos de comunicação, e não ao público geral.

Nestes meios, o jornalista pode se envolver em todas as etapas da produção editorial, da sugestão de pauta ao fechamento, nas áreas de planejamento, edição, captação e elaboração de textos jornalísticos (notícias, reportagens, análises e comentários) e sua difusão. 

Pode, também, trabalhar com assessoria de imprensa em organizações públicas ou privadas, atuando na gestão da comunicação entre essas instituições e a imprensa. 
 

 O ambiente ecano, dentro e fora da sala de aula, mostra-se bastante aberto à expressão. São frequentes os debates e reflexões acerca da temática das aulas e da profissão em si, formando alunos críticos, analíticos e questionadores de toda informação que recebem. 

Os laboratórios são fundamentais não só pelo seu aspecto de experimentação em processos de produção jornalística, mas também pela promoção de noções de ética e cidadania aplicadas em um cenário real. Um dos maiores exemplos disso é a realização de um jornal comunitário, que não só propõe aos alunos a elaboração de um veículo impresso nos moldes do mercado (em que têm que lidar com uma periodicidade definida e técnicas de difusão de diferentes mídias), como também o desenvolvimento de uma visão mais crítica e empática da realidade social de diferentes públicos.  

Àqueles que pretendem seguir carreira acadêmica, a graduação oferece não só a bagagem teórica, mas também oportunidades práticas (como projetos de iniciação científica, produção de artigos para as disciplinas e o próprio trabalho de conclusão de curso) para que o aluno possa, no futuro, desenvolver projetos de pesquisa em programas de pós-graduação em ciências da comunicação e outros campos do conhecimento.